Vídeo: Futebol feminino registra primeiro protesto antirracismo das Olimpíadas

Antes do apito inicial, as jogadoras de Grã-Bretanha e Chile se ajoelharam em campo; Comitê Olímpico Internacional agora permite manifestações políticas por parte dos atletas

O jogo de futebol feminino entre Chile e Grã-Bretanha foi responsável pelo primeiro protesto antirracismo dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. Antes do apito inicial, no estádio Sapporo Dome, as jogadoras das duas seleções se ajoelharam em campo.

O protesto surgiu depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) flexibilizou a regra 50 da Carta Olímpica, que proíbe manifestações políticas dos atletas durante as competições.

“Nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em locais, instalações ou outras áreas olímpicas”, aponta o regulamento.

O COI, agora, permite que os atletas expressem opiniões políticas nas zonas mistas ou em redes sociais, além dos locais de competição, sempre antes do início do evento, exatamente como ocorreu no jogo entre Chile e Grã-Bretanha.

A única exigência dos dirigentes é que os protestos não sejam contrários aos “princípios fundamentais do olimpismo”, que pregam a construção de um mundo melhor, sem discriminação, e asseguram a prática esportiva como um direito de todos.

A entidade divulgou, também, que haverá alterações no juramento olímpico, que será lido na cerimônia de abertura. A pedido da Comissão de Atletas, pela primeira vez os termos “inclusão” e “igualdade” farão parte do texto.

Assista ao vídeo:

Resultados

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O torneio de futebol feminino começou nesta quarta-feira (21), antes da cerimônia de abertura. A seleção brasileira goleou a China por 5 a 0 e a Grã-Bretanha derrotou o Chile por 2 a 0.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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