Zé Elias e Sormani cometem racismo ao comentar cabelo de jogadores do Palmeiras; veja vídeos

"Pode parecer preconceituoso, mas não é", disse comentarista ao falar que cabelo "rastafari" de atleta "tira o foco"; ex-jogador, por sua vez, reclamou de tatuagens e disse que tem "amigos negros"

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O jornalista esportivo Fabio Sormani e o ex-jogador de futebol Zé Elias fizeram declarações racistas, nesta segunda-feira (27), ao falarem sobre o cabelo de jogadores do Palmeiras na estreia do programa “F90”, no canal por assinatura ESPN Brasil.

Sormani associou uma suposta queda de rendimento por parte de atletas do clube paulista ao uso do cabelo “rastafari” por parte do volante Danilo, que é negro e adotou dreads no visual.

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“Tem um negócio um negócio que a gente tem que levar muito em consideração, e ponderar nesse momento – e o Zé pode falar melhor que nós -, é que a impressão que me dá é que é que esses garotos do Palmeiras se deslumbraram. Você vê o Danilo com o cabelo rastafári… os caras estão deslumbrados. O Patrick de Paula foi pego em uma quebrada ai durante a noite e foi afastado. Precisa ver como é que essa molecada está se comportando. O meu meio campo do Palmeiras é Danilo e Patrick de Paula, mas esses caras não estão entregando. E por que esses jogadores não estão entregando? É chuteira colorida, rastafári, fitinha… divisão do foco”, disparou Sormani.

“Ao invés de passar seu tempo estudando o adversário, você passa seu tempo na frente do espelho olhando o rastafári. Pode parecer careta e preconceituoso, mas o Zé pode falar melhor sobre isso”, emendou o jornalista.

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Zé Elias, por sua vez, criticou tatuagens de jogadores antes de endossar Sormani. “Não tenho nada contra quem tem tatuagem, mas em determinados momentos, na vida desses garotos não podem chegar no profissional e ter o braço fechado. O problema em si não é a tatuagem, é o foco”, declarou.

O jornalista Pedro Ivo, então, entrou no debate para demonstrar seu incômodo com os comentários preconceituosos do colega de bancada e do ex-jogador.

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“Eu discordo, Zé. Antes de qualquer coisa eu respeito muito a vivência dele de vestiário. A gente não pode apontar o dedo por situações específicas. Tem muita molecada de braço fechado, que pinta o cabelo, que joga muita bola. É perigoso quando a gente condiciona certos símbolos, como uma tatuagem, que pode ter um significado. Um penteado, que às vezes é algo cultural. Foco é uma coisa, representações no corpo é perigoso ir por esse caminho”, ponderou.

Zé Elias, por sua vez, ficou irritado com a intervenção e acusou Ivo de “desvirtuar” o que ele havia dito e apelou até mesmo para a máxima de “tenho amigos negros”.

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Assista ao debate através de vídeos divulgados pelo jornalista Adriano Wilkson.

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Direto da Redação da Revista Fórum.

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