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06 de junho de 2019, 06h00

“Estamos no caminho certo para parar o país e fazer uma greve vitoriosa”, diz Raimundo Bonfim

À Fórum, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP) falou sobre a organização e a unidade de diferentes setores para a greve geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência

O líder de movimentos populares, Raimundo Bonfim (Reprodução/CMP)
Dia 14 de junho o Brasil vai parar. É o que promete Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e membro da Executiva da Frente Brasil Popular (FBP). As duas entidades, unidas a centrais sindicais, organizações da sociedade civil, estudantes, professores e trabalhadores das mais diferentes categorias organizam uma Greve Geral para esta data contra a reforma da Previdência – projeto considerado prioritário pelo governo Bolsonaro e que está em tramitação no Congresso. Com o entendimento de que a reforma da Previdência colocará fim à aposentadoria pública e acarretará prejuízos à camada mais pobre da sociedade, as...

Dia 14 de junho o Brasil vai parar. É o que promete Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e membro da Executiva da Frente Brasil Popular (FBP). As duas entidades, unidas a centrais sindicais, organizações da sociedade civil, estudantes, professores e trabalhadores das mais diferentes categorias organizam uma Greve Geral para esta data contra a reforma da Previdência – projeto considerado prioritário pelo governo Bolsonaro e que está em tramitação no Congresso.

Com o entendimento de que a reforma da Previdência colocará fim à aposentadoria pública e acarretará prejuízos à camada mais pobre da sociedade, as organizações populares e sindicais apostam em uma grande paralisação como forma de fazer pressão e barrar a aprovação do projeto – assim como conseguiram em abril de 2017, quando, através de outra Greve Geral, barraram a reforma da Previdência do então presidente Michel Temer.

“Nesse momento estamos em um intenso processo de organização, distribuição de material, com carros de som nas periferias, assembleias em sindicatos, com movimentos populares se organizando para ajudar nessa paralisação. Lembrando que em 28 de abril de 2017, naquela histórica greve, conseguimos barrar aquela reforma da Previdência do Michel Temer, e foi uma grande unidade do campo sindical e popular”, disse Bonfim em entrevista ao programa Fórum 21 desta quarta-feira (5).

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Mais cedo, a greve geral conquistou um importante apoio: a adesão de trabalhadores do setor de transportes. Em assembleia realizada em São Paulo, aeroviários, aeroportuários, portuários, motoristas e cobradores rodoviários, além de metroviários e ferroviários, decidiram cruzar os braços junto aos demais trabalhadores contra o projeto que visa, basicamente, entregar o direito das aposentadorias aos bancos através do regime de capitalização.

Para Raimundo Bonfim, a adesão do setor de transportes à greve é fundamental. “O setor de transporte foi fundamental naquela greve de 28 de abril de 2017 e certamente será muito importante nessa greve. Então, foi mais uma injeção de ânimo. Estamos no caminho certo para fazer uma grande paralisação”, afirmou.

“A notícia da paralisação do transporte é fundamental porque a primeira coisa que o trabalhador se pergunta quando ouve falar em greve é: vai ter metrô ou não vai? Vai ter ônibus ou não vai? É isso que o trabalhador se pergunta”, pontuou.

Na entrevista, Raimundo falou ainda sobre o desafio que está posto na paralisação deste ano que se difere das tradicionais greves que o Brasil se acostumou a ver nos anos 80. “Há 20, 30 anos, tinham aquelas greves clássicas dos trabalhadores com carteira assinada. Mas hoje temos milhões de pessoas que não têm essa relação, que estão na informalidade. Então, temos esse desafio. Vamos realizar um conjunto de ações na manhã do dia 14, tanto na área rural quanto na área urbana, com o objetivo de parar o país”.

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Assista, abaixo, a íntegra da entrevista.

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