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13 de junho de 2019, 20h56

“Eu poderia ter discutido a minha volta para fazer mais”, diz Lula sobre eleições de 2014

"Hoje, passados cinco anos, eu penso que poderia ter discutindo a minha volta à presidência em 2014. Eu estava em cima dos cascos, eu estava afiado, eu tinha tanta vontade de fazer o que eu não tinha feito, eu estava com tanta vontade de fazer mais coisa que eu achava que era possível fazer", afirmou Lula

Foto: Reprodução
Em entrevista aos jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, na TVT, o ex-presidente Lula comentou sobre as eleições de 2014. Ele disse que tinha vontade de voltar à presidência porque reconhecia erros e que podia fazer mais, destacando a questão da comunicação. “Hoje, passados cinco anos, eu penso que poderia ter discutindo a minha volta à presidência em 2014. Eu estava em cima dos cascos, eu estava afiado, eu tinha tanta vontade de fazer o que eu não tinha feito, eu estava com tanta vontade de fazer mais coisa que eu achava que era possível fazer”, afirmou em entrevista, dizendo...

Em entrevista aos jornalistas Juca Kfouri e José Trajano, na TVT, o ex-presidente Lula comentou sobre as eleições de 2014. Ele disse que tinha vontade de voltar à presidência porque reconhecia erros e que podia fazer mais, destacando a questão da comunicação.

“Hoje, passados cinco anos, eu penso que poderia ter discutindo a minha volta à presidência em 2014. Eu estava em cima dos cascos, eu estava afiado, eu tinha tanta vontade de fazer o que eu não tinha feito, eu estava com tanta vontade de fazer mais coisa que eu achava que era possível fazer”, afirmou em entrevista, dizendo que abriu mão da candidatura em respeito a Dilma Rousseff, que queria ser reeleita.

Questionado sobre o que poderia ser feito, Lula comentou sobre a educação e sobre as comunicações. Segundo ele, era possível cuidar mais dos pobres, ter feito mais universidades e, principalmente, regular as comunicações. “É preciso regular as comunicações, a última regulamentação nossa é de 1962. Nós tínhamos um projeto pronto depois das conferências puxados pelo Franklin Martins, mas achamos que seria imprudente votar no último ano de mandato dos deputados, quando eles buscavam reeleição”.

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Kfouri tentou questionar se não foi uma forma de amenizar os ânimos porque “as coisas iam bem”. Lula disse que pode ter sido alvo de vaidade pessoal. “Toda vez que você tenta brigar com a imprensa sempre aparece alguém falando que precisa fazer uma conversa com eles [os empresários do setor]. Em 2010, eu tinha 87% de bom/ótimo. Eu estava também inflado de vaidade porque tinha derrotado eles. Então, não mandei também o projeto para o Congresso e pensei ‘vamos pra rua que a gente derrota eles’. Não derrota. É preciso que haja uma regulação, qualquer candidato do PT daqui pra frente tem que colocar isso no programa e não tem que ter medo”, analisou.

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