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08 de julho de 2019, 16h54

EUA pretendem mudar a sua política de direitos humanos

Brasil, Arábia Saudita e Egito são vistos por opositores que violam esses direitos

O governo norte-americano criou uma comissão para reavaliar o papel dos direitos humanos dentro das políticas externas do governo Donald Trump. Quem vai comandar este grupo é a ex-embaixadora do EUA no Vaticano, Mary Ann Glandon. O anúncio foi feito pelo secretário de estado, Mike Pompeu. Sem responder às perguntas da imprensa, Pompeu afirmou que grupos de direitos humanos criaram instituições internacionais que perderam seu rumo e se desviaram da sua missão. “Como as reivindicações de direitos humanos proliferaram, algumas reivindicações se tensionaram com outras, provocando dúvidas e choques sobre quais direitos podem esperar ganhar respeito”. Ativistas contrários a essa...

O governo norte-americano criou uma comissão para reavaliar o papel dos direitos humanos dentro das políticas externas do governo Donald Trump. Quem vai comandar este grupo é a ex-embaixadora do EUA no Vaticano, Mary Ann Glandon. O anúncio foi feito pelo secretário de estado, Mike Pompeu.

Sem responder às perguntas da imprensa, Pompeu afirmou que grupos de direitos humanos criaram instituições internacionais que perderam seu rumo e se desviaram da sua missão. “Como as reivindicações de direitos humanos proliferaram, algumas reivindicações se tensionaram com outras, provocando dúvidas e choques sobre quais direitos podem esperar ganhar respeito”.

Ativistas contrários a essa medida tomada pelo governo Trump dizem que isso mostra ao mundo que os EUA não se importa para as violações de direitos humanos que ocorrem em países como Brasil, Arábia Saudita e Egito. Os opositores também afirmam que os direitos humanos nunca foram levados em conta nas questões de políticas internacionais durante o governo do republicano.

Uma das marcas de Trump sobre a gestão de direitos humanos é a tentativa de intensificar a sua campanha antiaborto dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente foi a favor do corte de financiamento para o Fundo de População da ONU por se tratar, segundo ele, de “um programa de aborto coercitivo ou de esterilização involuntária.

Veja também:  Movimento negro denuncia Bolsonaro à Comissão de Direitos Humanos da OEA

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