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17 de junho de 2019, 16h43

Ex-presidente de Egito, Mohamed Mursi morre em plena audiência que tratava do seu caso

Em 2012, Mohamed Mursi foi o primeiro presidente eleito após a queda do ditador Mubarak, mas sofreu um golpe militar no ano seguinte e estava preso desde então, acusado de espionagem; apoiadores já falam em envenenamento

Reprodução/Twitter Mohamed Mursi
Um fato inusitado aconteceu nesta segunda-feira (17), em um tribunal do Cairo, no Egito. O ex-presidente Mohamed Mursi estava sendo julgado nesta tarde, acusado de espionagem, quando sofreu um ataque cardíaco fulminante e morreu em plena audiência. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo Segundo o relato das agências de notícia, Mursi solicitou ao juiz o direito de dar uma declaração, o qual foi atendido. Ao final da intervenção, começou a se sentir mal, e desmaiou em plena audiência. Os paramédicos agiram rapidamente para tentar reanimá-lo, mas não tiveram sucesso....

Um fato inusitado aconteceu nesta segunda-feira (17), em um tribunal do Cairo, no Egito. O ex-presidente Mohamed Mursi estava sendo julgado nesta tarde, acusado de espionagem, quando sofreu um ataque cardíaco fulminante e morreu em plena audiência.

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Segundo o relato das agências de notícia, Mursi solicitou ao juiz o direito de dar uma declaração, o qual foi atendido. Ao final da intervenção, começou a se sentir mal, e desmaiou em plena audiência. Os paramédicos agiram rapidamente para tentar reanimá-lo, mas não tiveram sucesso.

Ainda não há uma versão oficial sobre o que teria provocado o ataque cardíaco de Mursi, mas sim uma série de especulações, desde um surto hipertensivo até um possível envenenamento – tese defendida por alguns de seus apoiadores e membros do seu movimento político, a Irmandade Muçulmana.

Mursi tinha 67 anos e assumiu o poder no Egito em junho de 2012, sendo o primeiro presidente eleito após a queda do ditador Hosni Mubarak. Seu mandato não durou nem um ano, pois foi derrubado em julho de 2013, por um golpe militar. Desde então, permaneceu preso, acusado de ser um espião a serviço do Qatar.

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Sua primeira sentença, em 2015, foi de pena de morte, mas no ano seguinte, a Justiça alterou sua decisão, e deu a ele prisão perpétua. Nesta segunda, ele enfrentava os tribunais após a reabertura do processo, que poderia voltar a instalar a pena capital, mas terminou falecendo antes de se conhecer a decisão do juiz.

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