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10 de junho de 2019, 15h44

Ex-procurador, Rodrigo Janot deve ser o protagonista de novas reportagens da #VazaJato

O editor do The Intercept, Leandro Demori, confirmou que Rodrigo Janot e até ministros do STF participam das conversas. "Possivelmente a gente vai falar sobre isso brevemente"

Rodrigo Janot (Arquivo/Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot deve ser o protagonistas das novas reportagens da Vaza Jato, que serão divulgadas a partir da tarde desta segunda-feira (10) pelo site The Intercept Brasil. O editor Leandro Demori confirmou que Janot e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) participam das conversas. “A gente ainda não está falando sobre isso, mas possivelmente a gente vai falar sobre isso brevemente”, disse. Embora seja acusado de “petista” por muitos nas redes bolsonaristas, a verdade é que o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi uma das peças mais atuantes do lawfare contra Lula e o PT...

Ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot deve ser o protagonistas das novas reportagens da Vaza Jato, que serão divulgadas a partir da tarde desta segunda-feira (10) pelo site The Intercept Brasil.

O editor Leandro Demori confirmou que Janot e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) participam das conversas. “A gente ainda não está falando sobre isso, mas possivelmente a gente vai falar sobre isso brevemente”, disse.

Embora seja acusado de “petista” por muitos nas redes bolsonaristas, a verdade é que o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi uma das peças mais atuantes do lawfare contra Lula e o PT nos últimos anos.

Janot foi Procurador Geral entre setembro de 2013 (substituiu Roberto Gurgel) e setembro de 2017, nomeado por Dilma Rousseff (razão pela qual era chamado de “petralha” nas redes toda vez que sua atuação não era tão enérgica quanto o público lavajatista quería).

Porém, uma de suas ações foram decisivas para impulsar o impeachment de Dilma Rousseff: o procurador manteve em seu poder uma série de denúncias contra figuras importantes do PMDB, como Eduardo Cunha, Romero Jucá e o próprio líder do golpe parlamentar, Michel Temer, que constavam em duas listas de políticos que receberam financiamento das empreiteiras OAS e Odebrecht.

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Janot só as denunciou ao Supremo Tribunal Federal em junho de 2016, depois de consumada a primeira fase do golpe, com a queda da ex-presidenta.

Além disso, a denuncia tardia de Janot também envolveu figuras importantes do PSDB que também participaram do golpe, e que também constavam nas listas de propina das empreiteiras, como Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

O caso perdeu força depois que o ministro relator do caso, Teori Zavascki, faleceu em acidente aéreo cuja causa levanta suspeitas até hoje.

Além disso, Janot também tentou roubar de Dallagnol o protagonismo no processo contra Lula, em 2017. Semanas antes de deixar o cargo, para ser substituído por Raquel Dodge, o procurador acusou Lula, Dilma, João Vaccari, Guido Mantega e Antônio Palocci de formarem parte de um grande esquema de corrupção que parte da imprensa tentou apelidar de “Quadrilhão do PT”. Na época, Janot apontou Lula como “o grande idealizador da organização criminosa”.

Dias depois, ele seria flagrado em um bar de Brasília, tomando cerveja com o advogado Pier Paolo Bottini, defensor do empresario Joesley Batista. Foi o último ato da carreira do procurador.

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O ex-procurador se aposentou no mês de abril desse ano e voltou a atuar como advogado.

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