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01 de novembro de 2013, 12h47

Ex- secretário de Segurança afirma que Alckmim usou ameaça do PCC para se promover

Segundo Ferreira Pinto, cúpula de segurança já tinha conhecimento das escutas, porém, as ameaças não tinham "credibilidade"

Segundo Ferreira Pinto, cúpula de segurança já tinha conhecimento das escutas desde 2011, porém as ameaças não tinham “credibilidade”. “É como alguém dizer aqui, ‘Ah, vou matar o Obama'” Por Redação  Alckmin se aproveitou de ameaças do PCC para ganhar dividendos políticos, segundo Antônio Ferreira Pinto (Foto: Marcelo Camargo/ABr) Quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) divulgou, no dia 7 de outubro,  o áudio de interceptações telefônicas de 2011 que revelaram um suposto plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), houve um “estardalhaço” da imprensa, como classificou a socióloga Camila Nunes Dias....

Segundo Ferreira Pinto, cúpula de segurança já tinha conhecimento das escutas desde 2011, porém as ameaças não tinham “credibilidade”. “É como alguém dizer aqui, ‘Ah, vou matar o Obama'”

Por Redação 

Alckmin se aproveitou de ameaças do PCC para ganhar dividendos políticos, segundo Antônio Ferreira Pinto (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Quando o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) divulgou, no dia 7 de outubro,  o áudio de interceptações telefônicas de 2011 que revelaram um suposto plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), houve um “estardalhaço” da imprensa, como classificou a socióloga Camila Nunes Dias. Ontem, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, afirmou, ao jornal Valor Econômico, que “Alckmin está aproveitando para colher dividendos políticos com a ameaça do PCC.”

Segundo Ferreira Pinto, as ameaças eram de conhecimento da cúpula de segurança desde 2011 e não foram consideradas importantes, pois não seriam relevantes. “Esse fato não tinha credibilidade nenhuma. A informação é importante desde que você analise e veja se ela tem ou não consistência. Essas gravações não tinham. Tanto que o promotor passou ao largo delas. Eu não vejo uma coerência aí de alguém que exerce um cargo público da relevância que é a segurança de São Paulo.”

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Em entrevista à Fórum, a socióloga Camila Nunes havia questionado o fato. “Qual o interesse de transformar o PCC nisso tudo agora? A quais interesses atendem essas revelações?”. Segundo Ferreira Pinto, o fato foi politizado. “Lamentável. [O governador] deve ter suas razões. Eu acho que é mais pelo viés político. Porque na hora que diz ‘Não vou me intimidar’, ele está também dando um “upgrade” para a facção. Está admitindo que há credibilidade numa conversa isolada”.

Para o ex-secretário, Alckmin não soube das ameaças na época pois as declarações não tinham “credibilidade”, tanto que o Ministério Público de São Paulo não levou a investigação adiante. “É como alguém dizer aqui, ‘Ah, vou matar o Obama'”, exemplifica.

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