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16 de fevereiro de 2019, 15h29

EXCLUSIVO: Boulos não se intimida com ameaças e diz que “é momento de colocar o bloco na rua”

“É uma clara perseguição política. Não vamos nos intimidar. Muito pelo contrário”, afirma o líder do MTST, em contato com a Fórum, se referindo às intimações judiciais que recebeu

Foto: Agência Brasil
Em contato com a Fórum, neste sábado (16), Guilherme Boulos, candidato do PSOL à presidência da República em 2018 e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou que o clima de hostilidade e de enfretamento que o atinge não é de hoje, pois vem acontecendo desde antes da campanha eleitoral. Para Boulos, mais do que o fato de precisar andar com segurança por sofrer ameaças ou o risco de ser preso, por algum tipo de armação, a questão central é outra. “Estão dando sinais de ofensiva com a história de intimações judiciais, criando um clima de ameaça”, afirma....

Em contato com a Fórum, neste sábado (16), Guilherme Boulos, candidato do PSOL à presidência da República em 2018 e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), declarou que o clima de hostilidade e de enfretamento que o atinge não é de hoje, pois vem acontecendo desde antes da campanha eleitoral.

Para Boulos, mais do que o fato de precisar andar com segurança por sofrer ameaças ou o risco de ser preso, por algum tipo de armação, a questão central é outra.

“Estão dando sinais de ofensiva com a história de intimações judiciais, criando um clima de ameaça”, afirma. Boulos recebeu, recentemente, duas intimações referentes a episódios ocorridos há muitos anos.

Um dos inquéritos é sobre uma desocupação no interior de São Paulo e outro sobre uma acusação de peculato em função de um protesto na cidade de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

“Escândalo”

“É um escândalo uma intimação por peculato por causa de um caminhão pipa que foi levar água para pessoas de uma comunidade. Estão tentando me responsabilizar por isso, que é um disparate”, acrescenta.

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Boulos vai além: “É uma clara perseguição política. Não vamos nos intimidar. Muito pelo contrário, é momento de colocar o bloco na rua para enfrentar a Reforma da Previdência e os desmandos deste governo”, promete.

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