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15 de dezembro de 2015, 09h18

Festival de Direitos Humanos de SP reúne quase o dobro de pessoas do ato da Paulista

Terceira edição do evento da gestão do prefeito Fernando Haddad reuniu cerca de 70 mil pessoas, quase o dobro das 40 mil (Datafolha) que compareceram à avenida Paulista no mesmo dia protestar pelo impeachment da presidenta Dilma

Terceira edição do evento da gestão do prefeito Fernando Haddad reuniu cerca de 70 mil pessoas, quase o dobro das 40 mil (Datafolha) que compareceram à avenida Paulista no mesmo dia protestar pelo impeachment da presidenta Dilma Por Rodrigo Gomes, na Rede Brasil Atual O encerramento do 3º Festival de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo, realizado na tarde de ontem (13), no Parque do Ibirapuera, reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo levantamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM). “Tinha pelo menos o dobro de gente que havia na Avenida Paulista”, destacou o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo...

Terceira edição do evento da gestão do prefeito Fernando Haddad reuniu cerca de 70 mil pessoas, quase o dobro das 40 mil (Datafolha) que compareceram à avenida Paulista no mesmo dia protestar pelo impeachment da presidenta Dilma

Por Rodrigo Gomes, na Rede Brasil Atual

O encerramento do 3º Festival de Direitos Humanos da Cidade de São Paulo, realizado na tarde de ontem (13), no Parque do Ibirapuera, reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo levantamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM). “Tinha pelo menos o dobro de gente que havia na Avenida Paulista”, destacou o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy, avaliando que em três anos o festival tem crescido muito em participação e atividades. “Tem sido fantástico. É muito gratificante ver a participação das pessoas”, disse.

Na tarde de ontem, a Avenida Paulista recebeu cerca de 40 mil pessoas, segundo o Instituto Datafolha, que protestaram a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Mesmo contando com sete trios elétricos e apoio da mídia comercial, o evento teve pequena participação. Em março, 240 mil pessoas participaram de ato organizado pelos mesmos grupos, com o mesmo objetivo.

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Para Suplicy, uma metrópole como São Paulo precisa de um debate constante sobre direitos humanos, pois, “infelizmente”, há violações aos direitos fundamentais com certa frequência. “Por isso, é muito importante haver conscientização da população sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos e também sobre o artigo 5º da nossa Constituição”, ressaltou.

Suplicy chegou a subir ao palco ontem, durante apresentação do grupo de Rap Racionais MC’s. Ele foi chamado ao palco por Mano Brown, que o considera “um cara de respeito” e acompanhou as músicas Negro Drama e Vida Loka Parte 2. O rapper definiu o momento atual como “conturbadíssimo”, em que é preciso cuidado com o “individualismo”. Em seguida, o ex-senador cantou Blowin in the Wind, do cantor norte-americano Bob Dylan.

Além do show de encerramento, milhares de pessoas participaram dos sete dias de evento que contou com exposições, exibição de filmes, peças teatrais, debates, shows e a entrega dos prêmios Educação em Direitos Humanos e Dom Paulo Evaristo Arns, este último concedido à ex-prefeita da capital paulista e atual deputada federal Luiza Erundina (PSB).

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Outro produto do festival é o calendário Minha Cidade, para o ano de 2016, ilustrado com fotos feitas por pessoas em situação de rua. “Foram distribuídas 100 câmeras para que cada um fotografasse aquilo que considera importante na cidade. Foram mais de 2 mil imagens, das quais foram selecionadas 13”, disse Suplicy.

Foto: Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SP)

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