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29 de julho de 2018, 10h17

Festival #LulaLivre: no Rio, 80 mil se reúnem na Lapa pelo direito de Lula ser candidato

Festival no Rio reúne 80 mil pessoas e com apresentações de Chico Buarque, Gilberto Gil e Ana Cañas, pede a libertação de Lula. 'Sonho ver um Brasil construído de baixo para cima e de dentro para fora', disse Leonardo Boff

Festival com arte, música e poesia reuniu 80 mil participantes para pedir a libertação do ex-presidente Lula. O o ponto alto do evento foi o encontro no palco de Chico Buarque e Gilberto Gil, que não se reuniam para uma apresentação desde a época da ditadura militar (1964-1985) no Brasil. No fim da tarde, os Arcos da Lapa já estavam lotados para o show de Tizumba, na abertura do Festival Lula Livre. A cantora trouxe os ritmos africanos para o palco principal. Os apresentadores ressaltaram o “período de breu, etapa indigna” do Brasil pós-golpe do governo Michel Temer e convocaram os...

Festival com arte, música e poesia reuniu 80 mil participantes para pedir a libertação do ex-presidente Lula. O o ponto alto do evento foi o encontro no palco de Chico Buarque e Gilberto Gil, que não se reuniam para uma apresentação desde a época da ditadura militar (1964-1985) no Brasil. No fim da tarde, os Arcos da Lapa já estavam lotados para o show de Tizumba, na abertura do Festival Lula Livre. A cantora trouxe os ritmos africanos para o palco principal. Os apresentadores ressaltaram o “período de breu, etapa indigna” do Brasil pós-golpe do governo Michel Temer e convocaram os artistas a lutar com as suas armas da música e da poesia contra as injustiças.

Com uma apresentação contundente, a cantora Ana Cañas conclamou o público carioca: “A partir de agora, vamos combater os usurpadores do presente e sequestradores do nosso futuro”. Ela cantou à capela O bêbado e o equilibrista, composição de Chico Buarque celebrada na voz de Elis Regina – a canção é a preferida de Lula. Ana lembrou que nesta sexta-feira (27), a vereadora Marielle Franco completaria 39 anos, se não tivesse sido assassinada em março deste ano, também no Rio de Janeiro.

A cada apresentação, a plateia entoava o grito Lula Livre.  Os organizadores também anunciaram a agenda de mobilizações entre os dias 10 e 15 de agosto, que começa com mobilização das centrais sindicais contra as ameaças aos direitos trabalhistas. No dia 11, um ato inter-religioso em frente ao STF em defesa da liberdade de Lula, irá apresentar abaixo-assinado com cerca de 300 mil assinaturas que denunciam a prisão política a que Lula está submetido em Curitiba. No dia 15, o registro oficial da candidatura de sua candidatura.

Também passaram pelo palco os artistas Gabriel Moura, Lisa Milhomem, Claudinho Guimarães e Dorina. Aíla cantou que todo mundo nasce artista, e “depois vem a repressão”. “Essa doença tem cura, existe uma salvação. Faça arte, mesmo que a sua mãe diga que não”, dizia o verso da música. Os apresentadores lembraram que uma “acusação fajuta” serve de pretexto para a prisão de Lula, já que o ex-presidente não dormiu, nem nunca teve chaves ou escritura do dito apartamento que a ele atribuem. “No processo a Jato, vem antes a condenação, baseada apenas em convicção. Exigimos a imediata libertação de Lula”.

Ao discursar no Festival Lula Livre na noite deste sábado, o frei Leonardo Boff os tempos sombrios da ditadura civil-militar que se instalou no país nos anos 1960. “Faz escuro, mas eu canto, disse o poeta Thiago de Mello, na época sombria, da ditadura militar, de 1964”. Boff disse: “Sonho ver um Brasil construído de baixo para cima e de dentro para fora, forjando uma democracia popular, participativa, reconhecendo os novos cidadãos, que a natureza é a mãe Terra. Sonho em ver organizado o povo em redes e movimentos sociais”.

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