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20 de março de 2015, 08h46

FHC: “Corrupção na Petrobras é mocinha de poucos anos”

Em entrevista à GloboNews na última quinta-feira (19), o ex-presidente tucano disse que a corrupção na estatal é “quase um bebê”, ao tentar contrapor as declarações de Dilma Rousseff de que ela seria “uma senhora idosa”, em referência à antiguidade desse tipo de problema no país.

Em entrevista à GloboNews na última quinta-feira (19), o ex-presidente tucano disse que a corrupção na estatal é “quase um bebê”, ao tentar contrapor as declarações de Dilma Rousseff de que ela seria “uma senhora idosa”, em referência à antiguidade desse tipo de problema no país Por Redação O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou na quinta-feira (19), em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, na Globo News, que a corrupção na Petrobras “é uma mocinha de muito poucos anos, quase um bebê”. O tucano alegou ainda que o incômodo da classe média com o governo vem do baixo crescimento...

Em entrevista à GloboNews na última quinta-feira (19), o ex-presidente tucano disse que a corrupção na estatal é “quase um bebê”, ao tentar contrapor as declarações de Dilma Rousseff de que ela seria “uma senhora idosa”, em referência à antiguidade desse tipo de problema no país

Por Redação

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou na quinta-feira (19), em entrevista ao jornalista Mario Sergio Conti, na Globo News, que a corrupção na Petrobras “é uma mocinha de muito poucos anos, quase um bebê”. O tucano alegou ainda que o incômodo da classe média com o governo vem do baixo crescimento econômico, que provocou uma “dificuldade na condução política” da presidenta Dilma Rousseff.

“Ouvi a presidente dizer que a corrupção ‘é uma senhora idosa’. Mas o que é isso? É a conduta errada de pessoas. Nós não estamos discutindo no Brasil que A, B ou C fizeram alguma corrupção. Nós estamos dizendo que uma organização que junto com funcionários nomeados pelo governo, da Petrobras, sustentação por parte de governo, por parte de partidos, ligação com empresas para formar um caixa para ser usado na política, isso é fato novo, digamos”, disse.

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Por outro lado, em entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou que os atos de corrupção na petrolífera tiveram como porta de entrada o Decreto 2.745, assinado em 1998 pelo ex-presidente FHC, que alterou o regulamento de licitações na empresa. Antes, a Petrobras obedecia a Lei 8.666, mas passou a ter um regulamento específico, por carta convite.

“Desde que alteraram o regulamento de licitações da Petrobras, ela deixou de obedecer a Lei 8.666 [das licitações públicas] e passou a ter um regulamento próprio, por carta convite. A partir disso, se formaram os carteis e foi a porteira da corrupção”, ressaltou Cunha.

 

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Foto de capa: Reprodução/GloboNews

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