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17 de agosto de 2018, 09h13

Filha de Serra recebeu R$ 1,78 milhão de lobista da Alstom, de acordo com documentos do governo suíço

O dinheiro foi depositado por uma empresa offshore que tem entre seus procuradores um lobista da Alstom, José Amaro Pinto Ramos

Filha de José Serra faz parte dos milionários da Forbes
A filha do senador José Serra (PSDB-SP), Veronica Allende Serra, é uma das administradoras de uma conta na Suíça que recebeu 400 mil euros (R$ 1,78 milhão), de acordo com documentos bancários enviados pelas autoridades daquele país à PGR (Procuradoria Geral da República). A informação foi revelada pela Rede Globo e confirmada pela Folha. O dinheiro foi depositado por uma empresa offshore que tem entre seus procuradores um lobista da Alstom, José Amaro Pinto Ramos. A multinacional francesa está envolvida em uma série de processos relacionados ao Metrô de São Paulo. Essa conta, segundo os documentos enviados pelo governo suíço, pertencia a...

A filha do senador José Serra (PSDB-SP), Veronica Allende Serra, é uma das administradoras de uma conta na Suíça que recebeu 400 mil euros (R$ 1,78 milhão), de acordo com documentos bancários enviados pelas autoridades daquele país à PGR (Procuradoria Geral da República).

A informação foi revelada pela Rede Globo e confirmada pela Folha.

O dinheiro foi depositado por uma empresa offshore que tem entre seus procuradores um lobista da Alstom, José Amaro Pinto Ramos. A multinacional francesa está envolvida em uma série de processos relacionados ao Metrô de São Paulo.

Essa conta, segundo os documentos enviados pelo governo suíço, pertencia a uma empresa offshore do Panamá, a Dormunt International Inc. Quando a conta foi criada, Veronica Serra recebeu uma procuração para gerenciar os recursos. O passaporte dela está entre os documentos vinculados à conta.

Os documentos, que chegaram ao Brasil no fim de julho, abrem espaço para que as investigações sobre a suspeita de caixa dois continuem, segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Veja também:  Dodge recorre de decisão de Toffoli que barrou investigações contra Flávio Bolsonaro

De acordo com a Folha, tucanos consideram que as descobertas que reforçam suspeitas de caixa dois e corrupção nas campanhas de Serra de 2006 e 2010, quando disputou o governo de São Paulo e a Presidência da República, respectivamente, representam mais um elemento de desgaste para a campanha de Geraldo Alckmin.

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