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17 de janeiro de 2018, 11h24

Filha de Woody Allen volta a alegar que foi abusada. Ele nega

"Claro que eu nunca abusaria de Dylan", escreveu Woody. "Espero que um dia ela vá perceber como foi privada da presença de um pai que sempre a amou e explorada por uma mãe mais interessada na sua cólera podre do que no bem-estar da filha"

“Claro que eu nunca abusaria de Dylan”, escreveu Woody. “Espero que um dia ela vá perceber como foi privada da presença de um pai que sempre a amou e explorada por uma mãe mais interessada na sua cólera podre do que no bem-estar da filha” Da Redação* Uma das filhas adotivas de Mia Farrow e do cineasta Woody Allen, Dylan Farrow, deu entrevista no canal de TV americano CBS e publicou artigo no Los Angeles Times, onde voltou a acusar o pai de assédio sexual, em 1993, quando ela tinha sete anos. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do...

“Claro que eu nunca abusaria de Dylan”, escreveu Woody. “Espero que um dia ela vá perceber como foi privada da presença de um pai que sempre a amou e explorada por uma mãe mais interessada na sua cólera podre do que no bem-estar da filha”

Da Redação*

Uma das filhas adotivas de Mia Farrow e do cineasta Woody Allen, Dylan Farrow, deu entrevista no canal de TV americano CBS e publicou artigo no Los Angeles Times, onde voltou a acusar o pai de assédio sexual, em 1993, quando ela tinha sete anos.

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Dylan começa o texto do artigo dizendo: “Estamos a meio de uma revolução”, se referindo ao que tem acontecido no mundo do cinema, com o movimento #MeToo e que tem resultado no afastamento de realizadores e de atores acusados de assédio sexual, como Harvey Weinstein e Kevin Spacey.

No entanto, Farrow argumenta que “a revolução tem sido seletiva”. Isto porque o seu pai continua a assinar contratos na indústria cinematográfica, passados cerca de quatro anos desde que Farrow denunciou, numa carta aberta publicada no The New York Times, os alegados abusos sexuais que sofreu aos sete anos por parte do cineasta.

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“Quando eu tinha sete anos, Woody Allen levou-me para o sótão, longe das amas que tinham instruções para nunca me deixarem sozinha com ele”, continua Farrow no seu mais recente artigo. Em 1993, o caso foi divulgado e o cineasta sempre negou as acusações, não chegando sequer a ser julgado.

“Claro que eu nunca abusaria de Dylan”, escreveu, acrescentando que sempre amou a menina que adotou quando viva com Mia Farrow. “Espero que um dia ela vá perceber como foi privada da presença de um pai que sempre a amou e explorada por uma mãe mais interessada na sua cólera podre do que no bem-estar da filha”, acrescentou.

Dylan Farrow, agora com 32 anos, sempre criticou a atitude da maior parte das estrelas de Hollywood, por ignorarem os supostos abusos de Woody Allen, e veio novamente mostrar o seu descontentamento no que diz respeito à forma como o seu pai continua a ser visto na indústria. E questiona-se por que é que o pai, ao invés de ser afastado como Weinstein e Spacey, assinou “um acordo multimilionário com a Amazon, com a aprovação de Roy Price, executivo da Amazon Studios”?

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A filha do cineasta destaca algumas mulheres que apoiam o movimento contra abusadores, mas no que diz respeito ao caso de Woody Allen, preferem não se pronunciar sobre o assunto. Mulheres como Kate Winslet, protagonista do mais recente filme do realizador – Wonder Wheel – que, para além de salientar o brilhantismo de Woody Allen como diretor, diz não saber “se o que dizem é verdade ou mentira”.

Ou Blake Lively, que condenou igualmente os comportamentos de Weinstein, mas que considera “perigoso” falar sobre assuntos dos quais não há fatos. “Só poderia saber da minha experiência”, acrescenta Lively, quando abordada sobre Woody Allen.

*Com informações do Diário de Notícias

Foto: Reprodução Instagram

 

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