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25 de julho de 2017, 19h09

Filho de desembargadora, que saiu da prisão e foi para uma clínica, planejava fuga de traficante

Considerado de “alta periculosidade” pela PF, o filho da desembargadora preso com mais de cem quilos de maconha e armamento pesado foi solto na última sexta-feira e encaminhado para uma clínica, sob a alegação de distúrbios mentais. Grampo antes de sua prisão revela que ele era agende de um chefe do tráfico preso, e que articulava sua fuga do presídio  Por Redação  Conforme noticiado pelo Blog do Rovai, o engenheiro Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos, é considerado pela Polícia Federal como de “alta periculosidade”. Ele havia sido preso em abril por portar, entre outras coisas, 130 quilos de maconha, 199...

Considerado de “alta periculosidade” pela PF, o filho da desembargadora preso com mais de cem quilos de maconha e armamento pesado foi solto na última sexta-feira e encaminhado para uma clínica, sob a alegação de distúrbios mentais. Grampo antes de sua prisão revela que ele era agende de um chefe do tráfico preso, e que articulava sua fuga do presídio 

Por Redação 

Conforme noticiado pelo Blog do Rovai, o engenheiro Breno Fernando Solon Borges, de 37 anos, é considerado pela Polícia Federal como de “alta periculosidade”. Ele havia sido preso em abril por portar, entre outras coisas, 130 quilos de maconha, 199 munições de fuzil calibre 762, de uso exclusivo das forças armadas e só utilizado por facções criminosas como PCC, e uma pistola nove milímetros mas, na última sexta-feira (21), também conforme noticiado pelo blog, foi solto através de um habeas corpus e encaminhado a uma clínica, sob a alegação de distúrbios mentais.

Breno é filho da presidente do Tribunal Regional Eleitoral e integrante do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges.

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Ao determinar a soltura de Breno na última sexta-feira, no entanto, o desembargador de plantão José Ale Ahmad Netto ignorou que, além do mandato de prisão por tráfico de drogas, o filho da desembargadora é investigado pela participação no plano de fuga de um chefe do tráfico de drogas, preso em Três Lagoas. Após a soltura de Breno, veio à tona o relatório de 27 páginas da operação Cerberus, da Polícia Federal, que investiga uma organização montada para assassinatos, corrupção de servidores públicos, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de arma da qual Breno faria parte. No relatório, há a transcrição de um grampo que a PF fez de uma troca de mensagens entre Breno e Tiago Vinícius Vieira, o suposto chefe do tráfico que está preso. Nas mensagens, o filho da desembargadora estaria articulando um plano “cinematográfico” de fuga de Tiago da prisão. Breno foi apontado pela PF como o principal agente do líder preso.

No diálogo capturado pela PF, Breno pede a Tiago, a quem chama de ‘bicho’, para lhe vender uma submetralhadora israelense Uzi. Tiago pergunta a Breno se ele ‘não pode dormir na cidade’ – o plano de fuga havia sido adiado por causa da chegada ao presídio de um novo detento.“Dormir eu não posso”, desculpa-se Breno. “Eu tinha que ter alguma desculpa prá minha mãe também, entendeu? Se eu dormir aqui vai dar desconfiança prá minha mãe. Se for o caso eu venho amanhã, bicho.”

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A desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges entrou com processo de interdição do filho, e se se apresentou como responsável por ele. Depois pediu a transferência para uma clínica psiquiátrica, o que foi atendido na última sexta-feira pelo outro desembargador. Sobre as informações contidas neste relatório da PF que apontam que Breno era agente do chefe de tráfico, nem ela e nem a defesa se pronunciaram ainda.

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