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09 de novembro de 2018, 10h10

Filho de Witzel diz que perdeu o pai quando ele participou de destruição da placa de Marielle

Erick diz ainda que sua vida virou do avesso quando o pai, governador eleito do Rio, revelou que tinha um filho transgênero

Foto: Instagram
O filho do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o cozinheiro transgênero Erick Witzel, 24, afirmou, em entrevista ao UOL, publicada nesta sexta-feira (9), que se afastou completamente do pai quando o viu em um ato de campanha em que uma homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL) foi destruída. “Quando eu ainda tinha Facebook [hoje mantem só o Instagram], vi a foto do deputado destruindo a placa. Ainda não aparecia o Wilson na imagem [Erick só se refere ao governador eleito pelo nome]. Fui ao perfil dele e comecei a olhar as fotos do dia, investigando em...

O filho do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o cozinheiro transgênero Erick Witzel, 24, afirmou, em entrevista ao UOL, publicada nesta sexta-feira (9), que se afastou completamente do pai quando o viu em um ato de campanha em que uma homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco (PSOL) foi destruída.

“Quando eu ainda tinha Facebook [hoje mantem só o Instagram], vi a foto do deputado destruindo a placa. Ainda não aparecia o Wilson na imagem [Erick só se refere ao governador eleito pelo nome]. Fui ao perfil dele e comecei a olhar as fotos do dia, investigando em que contexto aquilo tinha sido feito. Quando vi, o Wilson estava lá. Eles vibravam e cantavam”, descreveu.

Naquele momento pensei: ‘eu perdi o meu pai. Qualquer resto de humanidade dele se perdeu ali’. Foi uma violência. Foi como se eles rasgassem a luta de todas as minorias pelas quais Marielle lutou.

Erick diz ainda que a sua vida mudou completamente há pouco mais de dois meses, quando Witzel, ainda durante a campanha, revelou em uma entrevista ser pai de um filho transgênero –apesar do pedido feito de antemão pelo jovem, para que o ex-juiz federal não tocasse no assunto durante a campanha eleitoral. “Eu não queria a minha imagem e a minha condição de gênero associadas às causas dele”, argumenta Erick.

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