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24 de julho de 2017, 21h04

Filósofa Angela Davis abraça campanha pela liberdade de Rafael Braga

A ex-Pantera Negra, referência na luta contra o racismo no mundo, vestiu, em evento na Bahia, uma camiseta da campanha pela liberdade do único preso político das manifestações de 2013 – um jovem negro, de comunidade, detido com uma garrafa de ‘Pinho Sol’  Por Redação  A filósofa, escritora e ativista norte-americana Angela Davis aderiu, nesta segunda-feira (24), à campanha em prol da liberdade de Rafael Braga, jovem que sofreu duas detenções e está preso desde 2013 depois de ser abordado portando uma garrafa de ‘Pinho Sol’. Referência na luta contra o racismo, a ex-Pantera Negra Negra Angela Davis participa, nesta...

A ex-Pantera Negra, referência na luta contra o racismo no mundo, vestiu, em evento na Bahia, uma camiseta da campanha pela liberdade do único preso político das manifestações de 2013 – um jovem negro, de comunidade, detido com uma garrafa de ‘Pinho Sol’ 

Por Redação 

A filósofa, escritora e ativista norte-americana Angela Davis aderiu, nesta segunda-feira (24), à campanha em prol da liberdade de Rafael Braga, jovem que sofreu duas detenções e está preso desde 2013 depois de ser abordado portando uma garrafa de ‘Pinho Sol’.

Referência na luta contra o racismo, a ex-Pantera Negra Negra Angela Davis participa, nesta terça-feira (25), de um evento da Universidade Federal da Bahia.

Leia também: O feminismo negro de Angela Davis

Para a filósofa, “o encarceramento em massa é a continuidade da escravidão”. Seu livro mais famoso, “Mulheres, raça e classe”, foi lançado no Brasil, no ano passado, pela Boitempo Editorial.

Sobre Rafael Braga 

Rafael Braga, jovem negro, foi o único preso das manifestações de junho de 2013. Na época, Braga foi detido portando uma garrafa de desinfetante Pinho Sol, que foi interpretado como material para fabricar explosivos. Ele respondeu ao processo em liberdade com uma tornozeleira eletrônica e, em janeiro de 2016, foi detido novamente depois de ser abordado por um policial enquanto ia comprar pão.

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Foi atribuído ao jovem, nesta última ocasião, 0,6 grama de maconha, 9,3 gramas de cocaína e um rojão. Desde seu primeiro depoimento, no entanto, Braga alega que tal material não lhe pertencia, e ainda revelou uma série de ameaças de policias, desde 2013, de “plantar” drogas “em sua conta”. Desde então, uma série de campanhas em prol da liberdade do jovem, por se considerar a prisão arbitrária e mais uma tentativa do estado de criminalizar a juventude negra e periférica, vêm ganhando repercussão.

 

 

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