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23 de junho de 2019, 16h56

Flavio Dino sobre tuíte de Moro: “Na área jurídica por 30 anos, nunca me interessei por expressões em latim”

"Sempre tive como objetivo escrever e falar corretamente em português."

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou sua conta no Twitter para comentar a frase em latim dita pelo ex-juiz Sergio Moro neste domingo (23). “Atuando na área jurídica por 30 anos, nunca me interessei por expressões em latim. Sempre tive como objetivo escrever e falar corretamente em português. Tem sido mais útil”, escreveu Dino. Moro recorreu à antiga língua para comentar a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em parceria com o The Intercept, que comprovou a autenticidade e a integridade do material da Vaza Jato. “Um pouco de cultura. Do latim, direto de Horácio, parturiunt montes, nascetur...

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou sua conta no Twitter para comentar a frase em latim dita pelo ex-juiz Sergio Moro neste domingo (23). “Atuando na área jurídica por 30 anos, nunca me interessei por expressões em latim. Sempre tive como objetivo escrever e falar corretamente em português. Tem sido mais útil”, escreveu Dino.

Moro recorreu à antiga língua para comentar a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em parceria com o The Intercept, que comprovou a autenticidade e a integridade do material da Vaza Jato. “Um pouco de cultura. Do latim, direto de Horácio, parturiunt montes, nascetur ridiculus mus”, tuitou Moro mais cedo. Em tradução livre a frase diz que “a montanha pariu um ridículo rato”.

Assim como Moro, Flavio Dino é ex-magistrado, passando em primeiro lugar no mesmo concurso do ex-juiz Sergio Moro. Dino foi juiz federal de 1994 até 2006, quando deixou a magistratura para se candidatar ao cargo de deputado federal pelo Maranhão, sendo eleito. Hoje está em seu segundo mandato no governo do estado.

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Esta não foi a primeira crítica de Dino ao atual ministro da Justiça de Bolsonaro. No último dia 15, o governador afirmou: “Um juiz não deve: 1) agir em conluio com o acusador. 2) agredir a defesa do acusado, chamando-a de ‘showzinho’. 3) ter ódio pessoal contra o acusado, revelado pela encomenda de seu massacre midiático”, elencou. “Quem faz isso pode ser chamado de tudo. Menos de JUIZ.”

O escândalo que ficou conhecido como Vaza Jato tem revelado que a atuação de Moro na operação Lava Jato não foi imparcial. “A proximidade entre o ex-juiz Moro e os procuradores da Lava Jato era tamanha que Moro não pode mais alegar ter feito seu trabalho com isenção e independência, deveres básicos de qualquer juiz que tem por ofício respeitar a lei”, afirmou o editor e fundador do site The Intercept, Glenn Greenwald, que recebeu o material com as conversas entre Moro e os procuradores de uma fonte anônima.

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