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13 de julho de 2019, 07h45

Ford demite 750 funcionários da fábrica de São Bernardo nos próximos dias

Eles trabalhavam na linha de produção do Fiesta, que deixou de ser fabricado em meados de junho

Foto: Adonis Guerra/SMABC
Dos 2,8 mil funcionários diretos, incluindo administrativos, que mantém nos seus quadros, a Ford vai dispensar nos próximos dias 750 da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Eles trabalhavam na linha de produção do Fiesta, que deixou de ser produzido em meados de junho. Já a produção de caminhões será mantida até novembro, quando a empresa espera já ter concluído as negociações com o grupo brasileiro Caoa, que demonstrou interesse na fábrica, mas ainda não confirmou a compra. O Grupo, dono de revendas Ford e fabricante de veículos da Hyundai e da Chery, informa que ainda não há...

Dos 2,8 mil funcionários diretos, incluindo administrativos, que mantém nos seus quadros, a Ford vai dispensar nos próximos dias 750 da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Eles trabalhavam na linha de produção do Fiesta, que deixou de ser produzido em meados de junho.

Já a produção de caminhões será mantida até novembro, quando a empresa espera já ter concluído as negociações com o grupo brasileiro Caoa, que demonstrou interesse na fábrica, mas ainda não confirmou a compra.

O Grupo, dono de revendas Ford e fabricante de veículos da Hyundai e da Chery, informa que ainda não há novidades nas negociações.

A Ford anunciou em fevereiro que fecharia a fábrica, após decisão da matriz nos Estados Unidos que não viu oportunidades de lucratividade na operação e decidiu abandonar o negócio de caminhões no País. A produção de automóveis será concentrada na fábrica de Camaçari (BA).

No fim de abril, trabalhadores da Ford aprovaram, em assembleia, acordo feito entre o sindicato e a empresa que prevê indenizações de 1,5 a dois salários extras por ano trabalhado como compensação pelo fechamento da fábrica, além de todos os direitos previstos na lei trabalhista.

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Na época, foi divulgado que a indenização dependerá da adesão do trabalhador ao que a empresa chama de Plano de Demissão Incentivada (PDI). Ocorrendo a venda e o funcionário optar por continuar na empresa, caso seja selecionado pelo novo dono, a compensação será de 1,5 salário por ano trabalhado para horistas e de 0,75 para mensalistas. Se a venda não se concretizar todos receberão o valor maior. Os 750 funcionários da linha do Fiesta estão ociosos desde o fim da produção, em 13 de junho, mas seguem recebendo salários integrais. Já os que operam na linha de caminhões seguem trabalhando dois a três dias por semana.

Com informações do Estadão

 

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