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28 de setembro de 2018, 20h29

As mulheres dizem não a Bolsonaro

Protagonistas de várias lutas recentes no Brasil e no mundo, as mulheres estão à frente de mais uma ação contra o machismo e a misoginia. Nas últimas semanas as redes sociais foram tomadas pela rashtag #EleNão, movimento que nasceu por iniciativa feminina contra a eleição do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Protagonistas de várias lutas recentes no Brasil e no mundo, as mulheres estão à frente de mais uma ação contra o machismo e a misoginia. Nas últimas semanas as redes sociais foram tomadas pela rashtag #EleNão, movimento que nasceu por iniciativa feminina contra a eleição do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

O objetivo da campanha é incentivar os eleitores a votarem em qualquer candidato à presidência, menos no militar. Porém, a mobilização que começou pequena foi se expandindo e viralizou na internet, dando origem até a um grupo chamado Mulheres Contra Bolsonaro, que reuniu mais de 2 milhões de perfis femininos.

Em pouco tempo, a maioria do eleitorado já estava sabendo da existência do grupo. Mas os hackers também tiveram notícia da iniciativa. Tanto que invadiram a comunidade, mudaram o nome do local e expuseram mulheres que faziam parte da organização. Uma delas, inclusive, foi agredida nas ruas.

Depois disso veio o desafio no Instagram, onde mulheres gravavam vídeos explicando os motivos do “ele não” e incentivavam outras a fazer o mesmo. Foi aí que a hashtag aumentou ainda mais com a participação de artistas, pensadoras e candidatas. Foi pensando nisso que a Fórum fez uma série de entrevistas com mulheres que se posicionaram contra Bolsonaro.

Uma delas foi Marina Helou, candidata à deputada estadual pela Rede Sustentabilidade. Segundo ela, “independentemente de qual é sua ideologia, ele não é uma boa opção.” Para ela, o presidenciável representa uma afronta à democracia. Isso também foi o que disse Isa Penna (PSOL), que é candidata à deputada estadual. Segundo ela, a campanha #EleNão pode estar salvando vidas que são marginalizadas por Bolsonaro.

Vidas essas representadas por negros, mulheres e LGBTs. Por isso, Douglas Belchior (PSOL), candidato à deputado federal e militante, afirmou que o movimento negro está junto das mulheres pelo #EleNão. Segundo Douglas, “precisamos impor limites e impedi-lo de vencer.”

Para Sâmia Bomfim (PSOL), candidata à deputada federal, só será possível barrar essa vitória mostrando que Bolsonaro “é uma farsa”, que ele não representa o novo na política e que ele não está comprometido com a melhora da vida da população. Erica Malunguinho (PSOL), candidata à deputada estadual, segue com a mesma visão de Sâmia e diz que a iniciativa das mulheres ajuda a tirar a máscara dos movimentos geradores de ódio.

Essa iniciativa, que uniu mais de 2 milhões de mulheres online, mostrou a força das mulheres, segundo Leci Brandão (PCdoB), candidata à deputada estadual. “A gente tem que dar visibilidade para essas mulheres corajosas. A mulher tem que ser protagonista”, disse ela. Esse pensamento também é compartilhado pela jornalista Juliana Gonçalves, da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. “Ele não considera as mulheres enquanto seres de direito, vê as mulheres como inimigas”, afirmou.

Isso, segundo Ursula Vidal (PSOL), candidata à senadora, mostra como o #EleNão está contra tudo o que há de mais violento e atrasado. “Ele representa a política mais antiga desse País”, disse Dani Monteiro (PSOL), candidata à deputada estadual, sobre o mesmo candidato.

Já Natalie Unterstell, candidata à deputada federal, o #EleNão foi uma reação à uma “subida de tom” em relação à representação das mulheres na sociedade. Sendo assim, espera-se que milhares de mulheres estejam nas ruas do Brasil neste sábado (29) para combater o ódio.


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