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01 de novembro de 2018, 08h14

General Mourão: “O presidente deveria ganhar R$ 100 mil por mês”

Em palestra no Clube Militar, vice-presidente eleito afirmou que Magno Malta é um "elefante na sala" e disse aos militares da reserva que eles não serão incluídos na Reforma da Previdência.

Foto: Divulgação
Em palestra no Clube Militar, entidade que presidiu até ser lançado candidato a vice-presidente, nesta quarta-feira (31) no Rio de Janeiro, o general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse que o que se paga a um presidente no Brasil é uma “palhaçada” e defendeu um novo patamar de salário para o cargo. “O salário do presidente, para mim, é uma palhaçada. Quanto ganha o melhor executivo por aí? Ganha R$ 100 mil por mês? O presidente deveria ganhar R$ 100 mil por mês. Agora, banca tudo. O que acontece hoje é que ele não paga...

Em palestra no Clube Militar, entidade que presidiu até ser lançado candidato a vice-presidente, nesta quarta-feira (31) no Rio de Janeiro, o general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse que o que se paga a um presidente no Brasil é uma “palhaçada” e defendeu um novo patamar de salário para o cargo.

“O salário do presidente, para mim, é uma palhaçada. Quanto ganha o melhor executivo por aí? Ganha R$ 100 mil por mês? O presidente deveria ganhar R$ 100 mil por mês. Agora, banca tudo. O que acontece hoje é que ele não paga nada. Você vai ter que ir no mercado, fazer as compras da sua casa”, afirmou na palestra, segundo reportagem de Talita Fernandes, na Folha de S.Paulo.

O militar, que foi censurado por Bolsonaro durante a campanha por “dizer o que penso”, diz ser contra a indicação do senador Magno Malta (PR/ES) para um cargo no governo, se referindo ao aliado como um “elefante no meio da sala”.

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“Olha, eu não vi nada para o Magno Malta. Eu acho que ainda estão discutindo. Tem que resolver esse caso. É aquela história, ele desistiu de ser vice do Bolsonaro para dizer que ia ganhar a eleição para senador lá no Espírito Santo. Agora ele é um elefante que está colocado no meio da sala e tem que arrumar, né? É um camelo, e tem que arrumar um deserto para esse camelo.”

Em um agrado aos amigos de Clube, na maioria militares da reserva, Mourão disse que eles não devem ser atingidos na Reforma da Previdência, uma das principais bandeiras de Bolsonaro, que está sendo tratada com urgência pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

“Os militares não estão abrangidos nesta reforma. Eles não estão neste pacote. Esse pacote mantém como está. Não vai mexer nele. A posteriori, é isso que é, vamos ajustar o motor do avião com ele voando.”

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