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27 de agosto de 2018, 07h43

Gilberto Gil: “Não estou só quando considero Lula inocente”

“Lula deveria estar aí, como nós, vivendo a plenitude das lutas partidárias e das disputas democráticas, coisa que ele está impedido de fazer", disse

Gilberto Gil. Reprodução Youtube
O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em entrevista à repórter Fernanda Mena, publicada na Folha de S.Paulo desta segunda-feira (27), disse que Lula deve ser solto porque sua prisão é injusta em vários aspectos. Para ele, “Lula deveria estar aí, como nós, vivendo a plenitude das lutas partidárias e das disputas democráticas, coisa que ele está impedido de fazer. Sou Lula Livre, mas não necessariamente para votar nele”, disse. Gil disse não estar só quando considera Lula inocente. De acordo com ele, juristas —daqui e de outros cantos do mundo—, cronistas políticos, milhões de eleitores também acham...

O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, em entrevista à repórter Fernanda Mena, publicada na Folha de S.Paulo desta segunda-feira (27), disse que Lula deve ser solto porque sua prisão é injusta em vários aspectos. Para ele, “Lula deveria estar aí, como nós, vivendo a plenitude das lutas partidárias e das disputas democráticas, coisa que ele está impedido de fazer. Sou Lula Livre, mas não necessariamente para votar nele”, disse.

Gil disse não estar só quando considera Lula inocente. De acordo com ele, juristas —daqui e de outros cantos do mundo—, cronistas políticos, milhões de eleitores também acham isso.

Gil disse também gostar muito de Fernando Haddad (PT), considera-lo um nome interessante. “Um homem muito preparado e sensível. Suficientemente jovem e suficientemente maduro ao mesmo tempo para ter uma compreensão do conjunto da sociedade brasileira hoje, da inserção do Brasil no mundo, da questão da economia”. Gil disse ainda considerar Ciro [Gomes] muito preparado. “E Marina, em quem já votei para presidente por duas vezes, também é muito bem preparada e posta”, revelou.

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Gil disse ainda que se prepara para fazer voto útil diante de “ameaçadora candidatura ultra reacionária e retrógrada”, ainda que desejasse renovar o investimento na candidata que já foi de seu partido, o Verde. Marina disputou pela sigla em 2010.

O ex-ministro ainda disse lamentar tantas candidaturas separadas à esquerda: Marina, Ciro (PDT), Boulos (PSOL) e, provavelmente, Haddad (PT). “Eu sinto que mais uma vez não seja possível a união das forças progressistas contra o atraso.” O motivo da falta de coesão? Para Gil, “ego partidário, ego pessoal”.

Leia a entrevista na íntegra na Folha

 

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