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11 de janeiro de 2017, 09h29

Gilmar Mendes não vê nada demais em pegar carona no avião de seu investigado Michel Temer

Primeiro foram as fotos do juiz Sérgio Moro de risinhos com o multicitado Aécio Neves na festa dos melhores do ano da revista Isto É. Agora é a vez de Gilmar Mendes, presidente do TSE, que preside o processo de cassação de Temer, pegar uma carona no avião presidencial para ir aos funerais de Mário Soares em Lisboa. E o ministro do TSE diz que não vê nada demais nisso.

Primeiro foram as fotos do juiz Sérgio Moro de risinhos com o multicitado Aécio Neves na festa dos melhores do ano da revista Isto É. Agora é a vez de Gilmar Mendes, presidente do TSE, que preside o processo de cassação de Temer, pegar uma carona no avião presidencial para ir aos funerais de Mário Soares em Lisboa. E o ministro do TSE diz que não vê nada demais nisso. Da Redação com informações do Blog do Moreno Primeiro foram as fotos do juiz Sérgio Moro de risinhos com o multicitado Aécio Neves na festa dos melhores do ano da...

Primeiro foram as fotos do juiz Sérgio Moro de risinhos com o multicitado Aécio Neves na festa dos melhores do ano da revista Isto É. Agora é a vez de Gilmar Mendes, presidente do TSE, que preside o processo de cassação de Temer, pegar uma carona no avião presidencial para ir aos funerais de Mário Soares em Lisboa. E o ministro do TSE diz que não vê nada demais nisso.

Da Redação com informações do Blog do Moreno

Primeiro foram as fotos do juiz Sérgio Moro de risinhos com o multicitado Aécio Neves na festa dos melhores do ano da revista Isto É. Agora é a vez de Gilmar Mendes, presidente do TSE, que preside o processo de cassação de Temer, pegar uma carona no avião presidencial para ir aos funerais de Mário Soares em Lisboa. E o ministro do TSE diz que não vê nada demais nisso.

Gilmar Mendes não quis responder sobre o assunto, mas desabafou ao Blog do Moreno:

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— Não vou nem falar das relações que mantenho com o presidente Temer, que são as mesmas que mantive, por exemplo, com o presidente Lula. No caso de Lula, jantei inúmeras vezes com ele no Alvorada e as nossas mulheres inclusive sempre mantiveram um relacionamento de amizade. Mas nunca acenei com facilidades e Lula nunca me pediu nada, assim como Michel Temer. Eles sabem que, independentemente das relações pessoais, estou preso à minha condição de juiz. Meu compromisso é com a Constituição. É com a lei.

E prosseguiu:

— Na verdade, quero falar da questão central que algumas pessoas estão colocando sobre o processo e a viagem, como se fossem incompatíveis. Não são porque nunca discuti esse tema com o presidente Temer e ele nunca me abordou sobre esse assunto e creio que jamais abordará. Esse tema só deve ser debatido no seu foro apropriado: o TSE. Mas, quero lembrar uma coisa sobre esse processo. Ele só existe, só está tramitando por minha causa. As pessoas se esquecem que a juiza Maria Tereza o indeferiu e eu é que insisti e lutei para a sua reabertura. E o fiz por considerar isso um dever de ofício.

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E disse mais:

— A maior prova de que o presidente Temer e eu temos uma relação altamente republicana está justamente no fato de ele, sabendo que fui eu que reabri esse processso, mesmo assim ter me convidado para integrar a comitiva.

E explicou:

— Eu estou de férias em Portugal. Precisei vir ao Brasil para resolver problemas pessoais. O presidente me convidou para voltar com ele. Chegamos em Lisboa por volta das quatro da manhã. A cerimônia ocorreria horas depois. Desembarquei com uma crise de labirintinte. E por isso não fui.

Gilmar não quis se pronunciar oficialmente sobre o tema porque acha que é uma questão menor, colocada por pessoas que deveriam se ocupar de outros problemas:

— Vivemos desafios importantes. Devemos nos ocupar deles. Dessas questões todas que desafiam as instituições. Não vou me justificar de ter aceitado uma carona do presidente, pois teria que me justificar de outros encontros que mantenho com ele para discutir assuntos republicanos. Se aceitar caronas, convites para almoçar e jantar comprometessem a atividade de cada um que os aceitasse, seria impossível trabalhar em Brasília. Quantas vezes sou convidado, por exemplo, para almoçar ou jantar com jornalistas e empresários de comunicação e isso nunca interferiu no trabalho deles nem no meu. Sou às vezes muito e até injustamente criticado pela mídia. E nem por isso deixo de atender seus convites.

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