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04 de julho de 2019, 09h02

Glenn sobre procuradores não entregarem celulares à PF: “Nos países democráticos, isso é obstrução da justiça”

Defensores da tese de que os vazamentos do The Intercept Brasil são fruto de ataque hacker, nenhum dos procuradores do MPF entregou o celular até o momento para perícia da Polícia Federal

Glenn Greenwald (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, comentou na manhã desta quinta-feira (4), a recusa de procuradores da Lava Jato em entregarem seus aparelhos celulares para perícia da Polícia Federal, que fez o pedido há cerca de um mês. “A questão tb permanece: como o Moro e os LJ promotores têm o direito de destruir todos os dados em seus telefones relacionados seu trabalho oficial e a *casos judiciais pendentes* sem salvar os dados fora de seus telefones? Nos países democráticos, isso é obstrução da justiça (SIC)”, tuitou Glenn, compartilhando notícia que diz que nenhum procurador entregou o...

O jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, comentou na manhã desta quinta-feira (4), a recusa de procuradores da Lava Jato em entregarem seus aparelhos celulares para perícia da Polícia Federal, que fez o pedido há cerca de um mês.

“A questão tb permanece: como o Moro e os LJ promotores têm o direito de destruir todos os dados em seus telefones relacionados seu trabalho oficial e a *casos judiciais pendentes* sem salvar os dados fora de seus telefones? Nos países democráticos, isso é obstrução da justiça (SIC)”, tuitou Glenn, compartilhando notícia que diz que nenhum procurador entregou o celular para perícia da PF.

Dallagnol
Defensores da tese de que os vazamentos do The Intercept Brasil são fruto de ataque hacker, nenhum dos procuradores do MPF entregou o celular até o momento para perícia da Polícia Federal. Deltan Dallagnol, líder da força-tarefa da Lava Jato, está entre os que declinaram da solicitação.

Veja também:  “Nada corrompe mais o Brasil do que a desigualdade, a concentração de renda”, avalia Dino ao Intercept

A força-tarefa da Lava Jato, em notas divulgadas, condenou um suposto ataque hacker em massa sofrido pelos integrantes, mas não permite apuração das denúncias.

O ex-juiz federal Sérgio Moro disponibilizou seu aparelho, mas afirmou que o aplicativo Telegram não estava mais baixado nesse celular. Nesta terça-feira (2), Moro foi confrontado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) para que liberasse o sigilo do Telegram para uma verificação da autenticidade das mensagens, mas o atual ministro da Justiça não aceitou.

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