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Cúpula mundial da extrema direita é cancelada após operação contra Bolsonaro

Reunião de líderes ultrarreacionários seria em Portugal, foi colocada em xeque depois de Trump ir a tribunal e finalmente enterrada por causa das encrencas judiciais do brasileiro

Jair Bolsonaro e Donald Trump.Créditos: Agência Brasil
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A “Cimeira Mundial da Direita”, eufemismo oficial usado para batizar a reunião de cúpula da extrema direita de todos os cantos do globo, que aconteceria nos dias 13 e 14 deste mês, maio, em Lisboa, Portugal, foi cancelada. O convescote da elite ultrarreacionária planetária, que já vinha bastante combalido após a convocação de Donald Trump, ex-presidente dos EUA, para se apresentar perante um tribunal em Nova York, terminou de “subir no telhado” depois que Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal no Brasil, que revistou sua casa e levou seu telefone celular, sob a acusação de fazer parte de um esquema criminoso que fraudava cartões de vacinação do SUS. Trump e Bolsonaro eram as principais estrelas do evento voltado aos lunáticos extremistas de todo o mundo.

A organização da “Cimeira Mundial da Direita” estava a cargo do ‘Chega’, partido político de extrema direita português que é a terceira força no parlamento nacional, liderado pelo deputado André Ventura, um homem que em tudo emula Bolsonaro, sobretudo nos discursos de ódio e nas escatologias verbais. “Fruto de acontecimentos que todos acompanhámos e que todos puderam ver, sobretudo nos últimos dias, o Chega terá de suspender e reagendar a Cimeira Mundial da Direita”, explicou Ventura.

O parlamentar luso chamou a ação contra o ex-presidente brasileiro de “perseguição”, e disse que ela teria sido levada a cabo pelo “espírito de agressividade, condicionamento e ameaça existente em certos países”.

Trump tem limitações de viagens internacionais impostas por decisões judiciais do caso em que é acusado de subornar uma atriz pornô para que ela ficasse em silêncio. Para terminar de desgastar a convenção dos xenófobos, Bolsonaro teve seu passaporte apreendido por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e desta forma ficou impedido de sair do Brasil. Sem os dois, que são venerados pelos militantes extremistas de Portugal e de outros países europeus, a “festa” não seria a mesma.

Embora tenha falado em “reagendamento” do evento, Ventura não citou qualquer data como possível alternativa e, ao considerar os desdobramentos judiciais envolvendo Trump e Bolsonaro, nos EUA e no Brasil, respectivamente, a reunião pode acabar não acontecendo. Pelo menos não com a presença deles.