POSTERGANDO A CRISE

Milei mantém silêncio sobre golpistas na Argentina e Bullrich fala em "propaganda política"

Governo de extrema direita dá sinais trocados sobre criminosos do 8 de janeiro foragidos

Créditos: Wikimedia Commons
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Depois que a Polícia Federal revelou que dezenas de bolsonaristas envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro estão foragidos na Argentina após fugirem da Justiça Brasileira, o governo argentina segue com uma política de silêncio frente ao caso.

Diversos veículos argentinos temtentado entender qual será a política do governo Milei sobre o tema. Neste momento, uma possível crise diplomática não seria positiva para Buenos Aires, que vive com diferentes isolamentos diplomáticos - com conflitos abertos com Espanha, Liga Árabe e China - e uma série de problemas internos, como os problemas na Assistência Social.

A realidade é que a oficina de Milei se tornou um gabiente de crise permanente, sem grandes entregas até o momento com exceção do chamado "superávit".

Ao dar asilo para os criminosos políticos do 8 de janeiro, Milei iria criar uma crise com o estado brasileiro em nível institucional. Não seria somente contra Lula, contra a esquerda latino-americana, mas também contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

A chancelaria argentina e o governo não esclarecem a posição, e Patrícia Bullrich disse que a afirmação da Polícia Federal era apenas uma "propaganda de Lula".

A realidade é que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Marcel von Hattem (Novo-RS), ligados aos golpistas do 8 de janeiro, já até pediram asilo para seus asseclas.

O governo Milei pesa se vale comprar a crise com o Brasil em troca da defesa dos golpistas bolsonaristas. Por isso, o silêncio eventual. Abrir as portas para esses criminosos pode soar bem com a extrema direita, mas dificulta a vida do extremista de direita com parte de sua base não radical.

Nas mãos de Lira

Ainda no governo Macri, o ex-presidente Jair Bolsonaro assinou um tratado com a Argentina que agiliza o processo de extradição entre os dois países. 

Esse tratado agora está nas mãos do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, aguardando aprovação. Se aprovado, o tratado facilitará a extradição de criminosos entre Brasil e Argentina, tornando o processo mais rápido e eficiente. A proposta já foi aprovada do lado de lá do acordo.