O governo da Venezuela iniciou na madrugada desta quarta-feira (17) o exercício militar “Independência 200” nos estados de La Guaira e Carabobo, ambos com saída para o mar do Caribe.
A mobilização ocorre em meio ao recente aumento da presença militar dos Estados Unidos na região e aos bombardeios contra pequenas embarcações em águas internacionais.
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O presidente Nicolás Maduro anunciou em seu canal no Telegram que os exercícios envolvem “a ativação integral de todos os planos de defesa, resistência e ofensiva permanente”.
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As manobras contam com a participação da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Milícia Bolivariana.
Segundo o presidente, esta é “uma nova modalidade de ativação por Zonas Operativas de Defesa Integral (ZODI)”, que se estende a áreas próximas da capital, Caracas.
Maduro informou que as forças envolvidas devem cumprir 27 tarefas destinadas a “assegurar integralmente e proteger La Guaira e Carabobo”, com o objetivo de fortalecer o “movimento nacional pela defesa da paz, da soberania e do direito ao futuro”.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que foram criados Órgãos de Direção para a Defesa Integral (ODDI) nos dois estados, destinados à coordenação entre as diferentes instâncias do Estado “diante do assédio que o imperialismo norte-americano tem tentado contra o país”.
Cabello criticou as operações dos Estados Unidos no Caribe, acusando Washington de “mascarar atividades de golpes de Estado e mudanças de regime sob o pretexto do combate ao narcotráfico”. Em agosto, a imprensa internacional havia relatado o envio de navios de guerra norte-americanos à região, medida que Caracas classifica como uma provocação.