Agora é oficial: o Ministério da Defesa da Rússia diz que seus soldados já ocupam a metade ocidental da cidade de Kupiansk, na província ucraniana de Kharkiv.
A agência Reuters informou que a invasão foi no estilo Mad Max, com soldados russos entrando na cidade em motocicletas e no topo de veículos civis.
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Monitores internacionais do conflito, que se baseiam principalmente em blogueiros militares -- a fonte mais confiável nesta guerra --, confirmam a versão de Moscou de que faltam soldados à Ucrânia e em alguns pontos da região a defesa fica por conta exclusivamente de drones.
Moscou afirma que cerca de 5 mil soldados ucranianos estão cercados em Kupiansk e que houve tentativa de resgatá-los sem sucesso.
Sem rendição
Vladimir Putin disse que aceitaria rendição em Kupiansk, mas o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenski afirmou tratar-se de pura propaganda e rejeitou a oferta.
Uma vitória na batalha por Kupiansk daria a Putin a oportunidade de conquistar as duas últimas cidades ainda sob controle de Kiev na região -- Kramatorsk e Sloviansk.
Moscou já incorporou Donetsk oficialmente ao território russo, mesmo sem ter controle de todo o território da província.
O objetivo imediato de Putin é vitória militar total nas províncias ucranianas de Lugansk, Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson.
Depois de mais de três anos de guerra, isso só aconteceu na primeira.
Mais ao sul, a Ucrânia admite que 300 soldados russos estão em Pokrovsk, outro centro estratégico vital em Donetsk.
Pokrovsk é ligada por rodovia e ferrovia a duas cidades importantes da Ucrânia, Dnipro e Zaporizhzhia, capital da província de mesmo nome.
Também em Pokrovsk, o Kremlin diz que cinco mil soldados da Ucrânia estão cercados, o que o governo de Zelenski nega.
Mapas militares mostram que a ofensiva russa criou "bolsões" próximos às duas cidades, que são estratégicas para o abastecimento da frente ucraniana.
Zelenski tem dificuldades em admitir derrotas para não perder apoio da União Europeia e dos Estados Unidos.
Putin não aceita fazer concessões territoriais em negociações intermediadas pelos Estados Unidos alegando que a Rússia está ganhando a guerra.
Na província de Zaporizhzhia, o exército ucraniano determinou o recuo de suas tropas de alguns vilarejos, em busca de melhores posições defensivas.
Em uma postagem numa rede social, o principal comandante militar da Ucrânia, general Oleksandr Syrskyi, admitiu o avanço russo. Moscou controla 70% da província de Zaporizhzhia:
A situação piorou significativamente nas direções de Oleksandrivka e Huliapole, onde, valendo-se da sua superioridade numérica em pessoal e material, o inimigo avançou em intensos combates e capturou três povoados.