Após muito tempo de espera, o general estadunidense David Allvin confirmou que o caça de sexta geração F-47 da Força Aérea dos Estados Unidos deverá realizar seu primeiro voo em 2028.
O anúncio surge em meio a incertezas sobre o futuro do programa, que enfrenta restrições orçamentárias e cortes de financiamento.
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A nova meta coloca os EUA três a quatro anos atrás dos esforços chineses, já que dois protótipos de caças de sexta geração da China devem ter realizado seus primeiros voos em dezembro de 2024, segundo fontes militares de Pequim.
“O adversário não está recuando. Eles não estão parando e dizendo: ‘Bem, talvez os EUA diminuam o ritmo, nós também diminuiremos’. Não é isso que eles estão fazendo”, afirmou o general Allvin, ressaltando o avanço constante da China no setor aeroespacial militar.
A China já havia surpreendido o Ocidente com o rápido desenvolvimento do J-20, seu primeiro caça de quinta geração, que passou do voo inaugural à entrada em serviço em apenas seis anos — um ritmo muito mais acelerado que o dos programas F-35 e F-22, ambos com cerca de 15 anos de maturação.
Especialistas alertam que a defasagem no cronograma norte-americano pode ampliar a vantagem tecnológica chinesa, especialmente se o programa naval americano também sofrer atrasos. Isso criaria uma discrepância significativa entre as capacidades dos grupos aéreos embarcados chineses e americanos, favorecendo Pequim.
Atualmente, Estados Unidos e China são os únicos países a desenvolver internamente caças de quinta geração plenamente operacionais, enquanto o programa russo Su-57 é considerado menos avançado e limitado em escala de produção.
A corrida tecnológica deve se intensificar à medida que novos atores, como Reino Unido, Japão e Itália, avançam em projetos conjuntos, embora especialistas prevejam que essas aeronaves ainda fiquem um passo atrás das versões de sexta geração projetadas por Washington e Pequim.
A desaceleração dos investimentos militares e tecnológicos nos Estados Unidos tem sido motivo de preocupação entre analistas de defesa, que veem o país perdendo fôlego na corrida aeroespacial frente à expansão chinesa em áreas como inteligência artificial, mísseis hipersônicos e propulsão avançada.