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Bases militares dos EUA e nova constituição: extrema direita perde referendo no Equador

Governo Noboa tentou impor quatro pautas para aumentar seu poder, mas foi duramente derrotado no voto popular

Daniel Noboa e Donald TrumpCréditos: Reprodução/X
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O referendo nacional realizado neste domingo (16) no Equador resultou em uma derrota contundente para o presidente Daniel Noboa, com todas as propostas oficiais sendo rejeitadas pela maioria do eleitorado.

Com 100% das urnas apuradas, cerca de 61% dos votantes rejeitaram a autorização para a instalação de bases militares estrangeiras no país, enquanto 62% votaram contra a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.

As demais iniciativas — redução do número de congressistas e eliminação do financiamento público dos partidos — também foram derrotadas, todas superando 50% de votos contrários.

A participação atingiu mais de 80%, equivalente a 13 milhões de eleitores, número considerado elevado pelo Conselho Nacional Eleitoral, que classificou o pleito como transparente e sem incidentes relevantes.

Derrota de Washington

O referendo havia sido convocado por Noboa como parte de sua estratégia para reforçar seus laços com o governo dos EUA, tentando transformar o país em uma base para operações de Washington na América Latina.

O resultado aprofunda o desgaste da extrema direita e evidencia o descontentamento social com as soluções propostas para a crise de segurança e governabilidade.

Noboa, que tem travado uma campanha contra o Supremo equatoriano e se espelhado nas lideranças de Donald Trump e Nayib Bukele (El Salvador), apostava em uma nova Constituição e no uso militar dos EUA em solo equatoriano para se consolidar no poder após a vitória eleitoral no início do ano que lhe garantiu um segundo mandato.

O extremista de direita tem enfrentado fortes protestos após um aumento no preço dos combustíveis, com mobilizações de sindicatos, movimentos sociais e organizações indígenas exigindo, inclusive, sua renúncia.

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