Numa guerra que é transmitida praticamente ao vivo através das imagens de drones, um flagrante capturou a imaginação dos internautas: um porco assustado, aparentemente em fuga, salvou dois soldados russos da morte em uma floresta, ao pisar em uma mina antipessoal.
O porco explodiu sobre a mina no mesmo trajeto que era seguido pelos soldados russos.
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A imagem expôs o caráter homem-a-homem da guerra na Ucrânia, onde a Rússia vem avançando com pequenos grupos de infantaria, sem blindados ou tanques, que são alvos fáceis de drones.
Batalhas típicas da Segunda Guerra Mundial estão acontecendo em áreas urbanas como Pokrovsk e Myrnohrad, onde a Rússia tenta completar o cerco a centenas de soldados ucranianos.
O Ministério da Defesa da Rússia fala em 5 mil ucranianos cercados, mas pode ser um exagero na guerra de propaganda.
Se a Rússia conquistar Pokrovsk, terá 100 quilômetros para avançar quase livremente, em direção ao rio Dnipro.
Batalha de Stalingrado, de novo
Por isso, a batalha está sendo comparada ao cerco de Stalingrado, quando tropas soviéticas resistiram ao ímpeto de forças nazistas e bloquearam o avanço de Hitler, na Segunda Guerra Mundial.
Desta feita, porém, a iniciativa parece estar com o Kremlin.
A Ucrânia admite que cerca de 300 soldados russos entraram na cidade, no que a agência Reuters definiu como ofensiva Mad Max.
Isso porque os russos vieram em motocicletas e sobre veículos civis improvisados.
Monitores da guerra, ao menos os mais confiáveis -- blogueiros ucranianos e russos -- falam na infiltração de pequenos grupos de soldados russos, às vezes apenas três homens, na retaguarda da defesa da Ucrânia.
O objetivo central é abater os operadores de drones da Ucrânia, que também trabalham em pequenos grupos e agem como se estivessem diante de um grande videogame.
Drones da Ucrânia podem mirar e abater um único soldado russo no meio da floresta.
Esta guerra de atrito, homem a homem, tem se mostrado uma especialidade da Rússia, como demonstrado em Grozny, na Chechênia, quando os russos venceram praticamente depois de demolir toda a cidade.
Com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, a Rússia se concentra em deixar a Ucrânia sem energia elétrica, enquanto os ucranianos atacam refinarias e outras instalações que são a base da economia russa.