Com apoio do supercomputador japonês Fugaku, uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu criar o modelo digital mais detalhado do cérebro humano já desenvolvido. O mapa inclui 10 milhões de neurônios, 26 bilhões de sinapses e 86 regiões cerebrais interconectadas, alcançando um nível de precisão sem precedentes. As informações são do Daily Mail.
O Fugaku, um dos supercomputadores mais poderosos do mundo, é capaz de realizar quadrilhões de cálculos por segundo, permitindo simulações extremamente complexas em alta velocidade — algo essencial para reproduzir digitalmente a atividade cerebral.
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Para que serve o “cérebro digital”?
Segundo os pesquisadores, essa cópia virtual permitirá responder perguntas que antes só podiam ser investigadas com tecido cerebral real, como:
- O que acontece no cérebro durante o avanço de doenças neurológicas;
- De que forma as ondas cerebrais moldam o foco e a atenção;
- Como convulsões se propagam pelas redes neurais;
- Como diferentes regiões trocam informações em tempo real.
Cada uma das 86 regiões mapeadas contém densas concentrações de neurônios e sinapses, responsáveis por transmitir sinais elétricos e químicos que possibilitam comunicação em todo o cérebro e no corpo. No modelo, os “ramos” brancos que percorrem essas áreas representam neurônios em atividade, disparando impulsos e enviando mensagens para outras partes da rede.
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O pesquisador Anton Arkhipov, do Instituto Allen, em Seattle, que participou do projeto, classificou o resultado como um “marco histórico”, destacando que o nível de detalhe abre caminho para avanços relevantes em neurociência e medicina.
Próximos passos
A equipe afirma que, a longo prazo, o objetivo é simular todo o cérebro de um rato, e posteriormente criar modelos cada vez mais completos do cérebro humano. Embora o atual mapa seja baseado em estruturas cerebrais de roedores, os cientistas ressaltam que ele é altamente confiável para estudar aspectos do desenvolvimento neural humano, devido às semelhanças biológicas entre as espécies.
O projeto representa um passo decisivo para a criação de modelos computacionais capazes de prever comportamentos cerebrais, auxiliar no desenvolvimento de tratamentos e aprofundar o entendimento de doenças neurológicas complexas.