ESCÂNDALO SEXUAL

"Traidora": Trump detona apoiadora e toma troco sobre Epstein

Acuado, ocupante da Casa Branca parte para a ofensiva

Reviravolta.Adoradora de Trump se volta contra ele por causa de EpsteinCréditos: Redes sociais
Escrito en GLOBAL el

Marjorie Taylor Greene estava para Donald Trump como Bia Kicis ou Carla Zambelli para Jair Bolsonaro.

Mais de uma aliada política, uma adoradora.

Porém, é classico do neofascismo que o movimento, que nunca para, precisa consumir corpos e reputações para se "renovar".

Hoje, Eduardo Bolsonaro tenta consumir Tarcísio de Freitas e outros governadores de direita e extrema-direita para se manter vivo.

Trump fez o mesmo com Marjorie, que definiu como "traidora".

Numa rede social, o ocupante da Casa Branca escreveu:

Tudo o que vejo a 'maluca' Marjorie fazer é RECLAMAR, RECLAMAR, RECLAMAR! Ela disse a muitas pessoas que está chateada porque eu não retorno mais suas ligações. Não posso atender a ligação de uma lunática delirante todos os dias. Marjorie 'Traidora' Green é uma vergonha para o nosso GRANDE PARTIDO REPUBLICANO!

O fantasma de Epstein

O debate tem relação direta com os arquivos de Jeffrey Epstein, dos quais Trump não consegue se livrar.

O presidente descreveu sua relação com o pedófilo condenado como "superficial", mas mensagens de e-mail escritas por Epstein revelam que era muito mais que isso.

O próprio Trump já foi condenado, em uma ação civil, como estuprador da jornalista E. Jean Carroll.

Ela alegou que foi estuprada por Trump num provador da Bergdorf Goodman, uma famosa loja de Manhattan.

À época, Trump era casado com Marla Maples e Carroll tinha um relacionamento com o âncora local da CBS, John Johnson.

Posteriormente, ela escreveu artigos de grande repercussão com depoimentos de mulheres que acusavam Trump de assédio sexual.

Trump apela de uma condenação pela qual teria de pagar U$ 83,3 milhões a Carroll a título de indenização.

Sob pressão

Marjorie Taylor Green, a deputada da Geórgia, fez campanha prometendo divulgar todos os arquivos do pedófilo Jeffrey Esptein.

O shutdown do governo estadunidense, que durou mais de um mês, serviu para evitar que a deputada Adelita Grijalva, que conquistou o mandato numa eleição extraordinária, deixasse de assumir.

A democrata era o voto decisivo para que um comitê do Congresso revelasse a íntegra dos arquivos de Epstein.

Colocado em uma sinuca, Trump vai divulgar os arquivos, além de pedir que democratas como Bill Clinton sejam investigados sobre suas relações com o pedófilo.

Trump jamais admitiu proximidade com Epstein, mas as mensagens de Epstein revelam o contrário. Trump, de acordo com o financista, "sabia das garotas" que trabalhavam na mansão de Mar-a-Lago e prestavam serviços sexuais.

O atual presidente brigou com Epstein alegando que ele estava "roubando" mão-de-obra das empresas de Trump na Flórida.

Em outra mensagem, escrita para Ghislaine Maxweel, que cumpre pena por ter facilitado o tráfico de menores, Epstein disse que Virginia Giuffre passou horas com Trump:

Quero que você perceba que o cachorro que não latiu é o Trump... [censurado] passou horas na minha casa com ele, ele nunca foi mencionado uma vez sequer.

A pessoa que teria passado horas com Trump era Virginia Giuffre. 

Virginia cometeu suicídio aos 41 anos de idade, quando morava na Austrália. Os depoimentos que ela deu sobre Trump foram contraditórios.

Foi Virginia quem denunciou o príncipe britânico Williams e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton como envolvidos no esquema.

Virginia Giuffre sustentou que teve um caso com o príncipe quando tinha 17 anos de idade.

Marjorie Taylor Greene, em entrevista, disse que não deve nada a Trump. Tendo ao fundo mulheres que foram vítimas de Esptein, afirmou:

Deixe-me explicar o que é um traidor: um traidor é um estadunidense que serve a países estrangeiros e a si mesmo. Um patriota é um americano que serve aos Estados Unidos da América e a estadunidenses como as mulheres que estão atrás de mim.

Reporte Error
Comunicar erro Encontrou um erro na matéria? Ajude-nos a melhorar