A crise entre Rússia e Polônia voltou a se intensificar após Varsóvia atribuir aos serviços de inteligência russos a explosão que danificou uma ferrovia essencial para o envio de ajuda à Ucrânia.
Em resposta divulgada nesta terça-feira (18), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a Polônia “está brincando com fogo”.
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A linha férrea entre Varsóvia e Lublin foi interrompida no fim de semana após uma explosão nos trilhos. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, visitou o local e classificou o caso como “sabotagem”.
A Promotoria abriu investigação por terrorismo e identificou dois cidadãos ucranianos como suspeitos de ataques semelhantes. O governo convocou uma reunião extraordinária do Comitê de Segurança Nacional para avaliar o risco.
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Peskov elevou o tom ao citar o caso do Nord Stream e acusar Varsóvia de proteger investigados. “Se continuarem assim, enfrentarão consequências severas”, afirmou.
O porta-voz dos serviços especiais da Polônia, Jacek Dobrzynski, afirmou que “tudo indica” que a sabotagem foi encomendada pela inteligência russa. Segundo ele, o governo reúne provas e cruza informações com a polícia e a Agência de Segurança Interna.
Varsóvia está entre os países da União Europeia que mais adotam uma linha dura diante da Rússia. Essa postura é influenciada por fatores históricos, já que a Polônia é um Estado de grande peso demográfico e carregado por uma longa memória de invasões e conflitos em seu território.
O episódio também é considerado o mais grave ataque à infraestrutura polonesa desde o início da guerra, por atingir diretamente a rota de suprimentos para a Ucrânia.