CHINA EM FOCO

Japão não pode se armar e partir para doutrina ofensiva, alerta China

Pequim exige retratação da chefe de governo do Japão, que dobrou aposta nas provocações

Mao Ning, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da ChinaCréditos: Divulgação/CRI
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A China criticou nesta sexta-feira (21) recentes iniciativas do governo japonês no setor de defesa, afirmando que Tóquio corre o risco de retomar políticas associadas ao período de militarismo anterior ao fim da Segunda Guerra Mundial. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante coletiva de imprensa em Pequim.

O pronunciamento ocorreu após a confirmação de que o Japão concluiu a revenda de mísseis terra-ar Patriot aos Estados Unidos, considerada a primeira exportação de armamento letal desde que o país flexibilizou suas regras para a transferência internacional de equipamentos militares.

Além disso, dirigentes do governante Partido Liberal Democrático vêm discutindo possíveis revisões em três documentos de segurança nacional, incluindo mudanças nos chamados “Três Princípios Não Nucleares”, que orientam a política de defesa japonesa desde o pós-guerra.

Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China Mao Ning, esses movimentos representam um afastamento dos compromissos assumidos pelo Japão após ser derrotado no conflito mundial. Ela afirmou que documentos internacionais como a Declaração do Cairo, a Declaração de Potsdam e o Ato de Rendição do Japão estabeleceram restrições claras ao rearmamento japonês, incluindo o desmantelamento de capacidades industriais e militares.

"Se o Japão realmente espera desenvolver uma relação estratégica de benefícios mútuos com a China e tornar essa relação construtiva e estável, adequada a uma nova era, o país precisa respeitar o espírito dos quatro documentos políticos firmados entre os dois lados e seus compromissos políticos, retratar imediatamente as declarações equivocadas e tomar medidas concretas para cumprir seus compromissos para com a China", afirmou Mao Ning.

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