GUERRA

O ultimato de Trump a Zelensky

Caso o presidente da Ucrânia não aceite, até quinta-feira (27), o pacto proposto, perderá o apoio dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista concedida na Casa BrancaCréditos: JIM WATSON / AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (21) um ultimato ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que aceite o plano de paz proposto pela Casa Branca, pondo fim à guerra na Ucrânia. O prazo dado pelo mandatário estadunidense vai até quinta-feira (27), Dia de Ação de Graças.

"Temos muitos prazos a cumprir, mas quinta-feira parece um momento apropriado", disse Trump em uma entrevista no programa de rádio de Brian Kilmeade, na Fox News. Caso o presidente da Ucrânia não aceite o pacto proposto, perderá o apoio dos EUA.

Segundo o plano de paz de 28 pontos, que já teve várias versões nas últimas semanas, a Ucrânia seria obrigada a ceder grandes extensões de seu território à Rússia, além de limitar o tamanho de suas forças armadas em troca de uma garantia de segurança ainda mal definida.

Momento crítico para Zelensky

Apresentado nesta semana, o anúncio do plano acontece justamente quando um escândalo de corrupção envolvendo aliados próximos de Zelensky coloca em risco seu gabinete. Embora o presidente não tenha sido mencionado pessoalmente em nenhuma denúncia, a indignação da população se soma ao cenário agravado por quatro anos de guerra.

Segundo o site Politico, integrantes do governo Trump estão otimistas de que o presidente ucraniano não vai resistir à oferta, mesmo que seus termos impeçam a Ucrânia de ingressar na Otan para sempre e que o país tenha que ceder oficialmente a Crimeia, Donbas, Luhansk e partes de Kherson e Zaporíjia à Rússia, recebendo pouco em troca de Moscou.

“Os ucranianos terão que aceitar [o acordo], dada a fragilidade da posição atual de Zelenskyy”, disse um alto funcionário da Casa Branca ao site.

A Rússia também vem ganhando terreno no campo de batalha, outro fator que pressiona o governo ucraniano. “Os americanos estão falando com a Ucrânia em tom de pressão”, pontuou um alto funcionário europeu. “Já que a única opção é assinar.”

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