A Operação Lança Sul, que os Estados Unidos colocaram em andamento no Caribe, demonstra que Donald Trump está revivendo o conceito de "esferas de influência" da Guerra Fria.
Não por acaso, seu governo parece determinado a terminar a guerra na Ucrânia em condições "realistas", ou seja, favoráveis a Moscou, desde que possa agir à vontade no Hemisfério contra aliados da China e da Rússia.
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Os indícios de que haverá um ataque militar à Venezuela crescem, em meio ao deslocamento de 15 mil homens para a região do Caribe, além de outros 5 mil estacionados em Porto Rico.
Há 4 mil marinheiros no porta-aviões USS Gerald Ford, que tem pista de pouso de 337 metros e leva a bordo uma frota de caças FA-18E Super Hornet.
O grupo anfíbio do USS Iwo Jima leva 2.200 fuzileiros navais e tem capacidade de dar cobertura a um desembarque deles com aviões e helicópteros V-22 Osprey.
O MV Ocean Trader é um navio dedicado a operações especiais, com 150 homens a bordo e helicópteros MH-60.
Catorze caças F-35 foram deslocados para uma base dos Estados Unidos em Porto Rico. As ilhas Virgens estadunidenses receberam uma estação de radar.
Os EUA receberam permissão da República Dominicana para "combater o narcotráfico" a partir do país e tem feito operações conjuntas com Trinidade & Tobago, além de receber apoio político de El Salvador, Aruba e Guiana.
Um radar militar estadunidense foi instalado na ilha de Tobago.
A Guiana tem uma disputa territorial com a Venezuela e Aruba tem relações especiais com os Estados Unidos, a apenas 25 quilômetros da costa.
O cerco à Venezuela, portanto, está inserido num processo de recolonização do Caribe, que mira não apenas em Caracas, mas em Cuba, Honduras e Nicarágua.
A interferência direta de Donald Trump nas eleições em Honduras, que acontecem neste domingo, deixa isso claro.