Os Estados Unidos estão promovendo um "apagão eletromagnético" sobre a região do Caribe, denunciou o chanceler cubano Bruno Rodriguez.
Ações do gênero em geral antecedem ataques de aviões bombardeiros.
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"Denunciamos a persistente interferência eletromagnética no Caribe, especialmente sobre o espaço aéreo da Venezuela, provocada pela extraordinária presença militar dos EUA na região. Faz parte da escalada da agressão militar e da guerra psicológica contra o território venezuelano, dirigida para derrubar à força o legítimo governo daquela Nação irmã de Nossa América", escreveu o chanceler.
Ao mesmo tempo, a presidenta de Honduras, Xiomara Castro, rebateu a interferência de Donald Trump nas eleições de Honduras, que acontecem neste domingo, 30.
Nossa soberania não se vende, nem se negocia.
Trump condicionou o apoio dos EUA a Honduras à eleição do candidato de direita Tito Asfura, que disputa a presidência com a governista Rixi Moncada.
Numa medida extraordinária, o ocupante da Casa Branca perdoou o ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado e preso nos Estados Unidos por tráfico de drogas. Ele cumpre pena de 45 anos de cadeia. Hernández é do mesmo partido de Tito Asfura.
SEM GPS
De acordo com a Telesur, a interferência eletromagnética dos Estados Unidos foi aumentando à medida em que a Casa Branca deslocava mais e mais navios e tropas para a região.
Esta interferência fez com que o espaço aéreo marítimo fosse praticamente intransitável para a navegação por satélite padrão, como o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), que inclui o GPS estadunidense, o Galileo europeu e o GLONASS russo.
Há alguns dias, Donald Trump conversou por telefone com Nicolás Maduro, informou o New York Times.
Depois da ligação, Trump denunciou que a Venezuela estava tentando interferir nas eleições de Honduras:
Será que Maduro e seus narcoterroristas tomarão o poder em outro país, como fizeram com Cuba, Nicarágua e Venezuela? O homem que defende a democracia e luta contra Maduro [em Honduras] é Tito Asfura.
Trump já interveio com sucesso nas eleições da Argentina, dando fôlego econômico ao presidente Javier Milei num momento delicado de seu primeiro mandato.
F-16 e Sukhoi
O presidente da Venezuela, por sua vez, disse que 82% dos venezuelanos estão armados para combater uma invasão estrangeira.
A Casa Branca parece estar sob a influência de Elliott Abrams, o falcão que serviu aos governos Reagan, Bush pai e no primeiro mandato de Trump como representante do país junto ao Irã e Venezuela.
Em um artigo publicado na revista Foreign Affairs, Abrams sugeriu que Trump deveria criar as condições políticas para a queda de Maduro.
Segundo o texto, Trump deveria "destruir os sistemas de defesa aérea da Venezuela, os F-16 na Base Aérea de Palo Negro e os Sukhoi russos na base de La Orchila, a 160 quilômetros da costa"
Abrams também sugeriu ataque aéreo ao Ejército de Liberación Nacional (ELN), segundo ele "um grupo terrorista colombiano aliado con Maduro e também dedicado ao tráfico de drogas”. O ELN tem presença na fronteira entre Venezuela e Colômbia.