O Congresso do Peru aprovou, nesta quinta-feira (6), por 63 votos a favor, 34 contra e 2 abstenções, moção declarando a presidenta mexicana Claudia Sheinbaum persona non grata. A medida, de caráter simbólico, proíbe sua entrada no país e é resposta direta ao asilo político concedido pelo México à ex-primeira-ministra do governo de Pedro Castillo, Betssy Chávez.
“O pleno do Congresso peruano aprovou esta quinta declarar persona non grata a presidenta de México, Claudia Sheinbaum, por sua 'inaceitável interferência nos assuntos internos do Peru'", alegou o parlamento, conforme informou a Agência EFE.
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A crise explodiu na segunda-feira (3), quando o Peru anunciou ruptura de relações diplomáticas após o México abrigar Betssy na embaixada em Lima.
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O chanceler Hugo de Zela classificou o ato como "hostil", citando interferências repetidas de Sheinbaum e do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO), também declarado persona non grata em 2023.
A tensão começou com a destituição de Castillo, de esquerda, pelo Congresso alegando "incapacidade moral permanente" após tentar dissolver o Legislativo.
Sheinbaum, empossada em outubro de 2024, nunca reconheceu Dina Boluarte (destituída recentemente) nem o interino José Jerí como legítimos. Em agosto, recebeu o advogado de Castillo no Palácio Nacional, expressando solidariedade.
“Nossas ações não podem ser vistas como ofensivas. Elas refletem o compromisso do México com a não intervenção, mas também com a solidariedade latino-americana”, declarou Sheinbaum.
Pesquisas apontam que a presidenta mexicana tem aprovação acima de 70%, consolidando-a como uma das principais referências progressistas na América Latina.
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