Donald Trump confirmou neste domingo (30) que conversou recentemente por telefone com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que o acusa de usar o combate às drogas como pretexto para mobilizar fortes recursos militares no Caribe com o objetivo de derrubá-lo.
Washington afirma que Maduro lidera um suposto cartel de drogas. Entre as forças que foram mobilizadas desde setembro está o maior porta-aviões do mundo, o que aumentou as tensões com Caracas.
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"Não diria que foi boa nem ruim. Foi uma ligação telefônica", disse o presidente dos Estados Unidos sobre a conversa que teve com Maduro, primeiro noticiada pelo jornal The New York Times.
Trump intensificou drasticamente suas ameaças contra a Venezuela neste fim de semana ao advertir no sábado que o espaço aéreo desse país deveria ser considerado "fechado".
Embora Trump não tenha ameaçado publicamente usar a força contra Maduro, afirmou nos últimos dias que os esforços para deter o narcotráfico venezuelano "por terra" começariam "muito em breve".
"Por sinal, demos a Maduro a oportunidade de sair", disse neste domingo à CNN o congressista republicano Markwayne Mullin, integrante do Comitê das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos. "Dissemos que ele poderia ir para a Rússia ou outro país."
Ao ser questionado se Trump planejava atacar a Venezuela, o senador de Oklahoma respondeu: "Não, ele deixou muito claro que não vamos enviar tropas para a Venezuela. O que estamos tentando é proteger nossa própria costa".