Um aumento nos pedidos de pizza nas redondezas do Pentágono, em Arlington, nos Estados Unidos, tem sido observado por internautas como possível indicativo de movimentações militares e tensões geopolíticas. A teoria, apelidada de “Índice de Pizza do Pentágono”, ganhou força após uma elevação incomum na atividade de pizzarias locais em 12 de junho — horas antes de um ataque de Israel ao Irã.
Relatos da conta “Pentagon Pizza Report”, na rede X, apontaram um pico de movimentação em pizzarias como District Pizza Palace, Domino’s, We, The Pizza e Extreme Pizza por volta das 18h59 (horário local). O episódio reacendeu a especulação de que comandantes militares recorrem a pedidos de comida durante operações de emergência.
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Embora o governo dos EUA tenha negado participação nos ataques — “nossa prioridade é proteger as tropas americanas na região”, declarou o secretário de Estado, Marco Rubio —, o padrão chamou atenção de analistas e usuários da internet. “O Google Maps supera algumas agências de inteligência”, comentou um internauta.
A associação entre pizzas e crises militares não é nova. Durante a Guerra Fria, agentes soviéticos monitoravam pedidos de entrega na capital americana como indício de reuniões extraordinárias no governo. O método foi apelidado de “Pizzint” (pizza intelligence). Em 1990, na véspera da invasão do Kuwait pelo Iraque, a CIA teria feito um pedido recorde de 21 pizzas em uma só noite.
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O Pentágono, no entanto, refuta a teoria. Em resposta à Newsweek, afirmou que há diversas opções de alimentação no interior do edifício, incluindo sushi, sanduíches e donuts, e que os horários indicados pelo relatório não coincidem com os fatos.
Ainda assim, para muitos, o movimento das pizzarias em Arlington pode continuar sendo um indício informal de que algo grande está prestes a acontecer.