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12 de fevereiro de 2019, 18h38

“A Ku Klux Klan que governa a Casa Branca quer se apoderar da Venezuela”, diz Maduro

Em entrevista à BBC, presidente da Venezuela é enfático: “Os Estados Unidos tentaram criar uma crise humanitária para justificar uma intervenção militar. Nós dizemos não às migalhas que pretendem trazer”

Nicolás Maduro - Foto: Divulgação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, concedeu entrevista à jornalista Orla Guerin, da BBC, na qual reafirmou que está disposto a resistir às pressões de várias nações para que convoque eleições. Disse, ainda, que os Estados Unidos tentam criar “uma crise humanitária para justificar uma intervenção militar” no país sul-americano.

Em relação às acusações de que as eleições que o levaram ao poder não foram limpas, Maduro respondeu: “Não houve um só questionamento legal interno perante o Conselho Nacional Eleitoral nem perante o Poder Judiciário. É uma guerra política do império americano, da extrema direita e da Ku Klux Klan que hoje governa a Casa Branca para se apoderar da Venezuela”.

Sobre a suposta ajuda norte-americana, o presidente venezuelano é claro: “Esse é um show montado pelo governo dos Estados Unidos com a complacência do governo colombiano para humilhar os venezuelanos. A Venezuela tem os problemas que qualquer outro país pode ter. Os Estados Unidos tentaram criar uma crise humanitária para justificar uma intervenção militar. Nós dizemos não às migalhas que pretendem trazer, uma comida intoxicada vinda das sobras que eles têm. Nosso povo não precisa ser mendigo de ninguém”, disparou.

Maduro também esclareceu por que não convoca novas eleições presidenciais. “Nos últimos 18 meses, a Venezuela teve seis eleições para eleger seus 23 governadores, ganhamos 19, e ganhamos eleições em 307 dos 335 municípios. A eleição que está pendente e certamente será adiantada é a do Parlamento. É a única instituição que não se relegitimou. Nossa Constituição contempla a figura do referendo revogatório. À oposição resta a opção de ativar um referendo revogatório em 2022”.

Juramento

Ao final, perguntado se existe alguma circunstância que o faria deixar o poder, Maduro declarou: “Não estou no poder porque quero, nem se pode tratar a saída do poder como uma decisão individual. Eu formo parte de um movimento social, político, histórico, revolucionário, e esse grande movimento popular me deu essa responsabilidade, cumprindo todos os passos e requisitos constitucionais e eleitorais. O mandato que me deram é muito poderoso e tenho de cumpri-lo. Eu o jurei com minha própria vida”.

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