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01 de agosto de 2019, 13h08

Acordo acusado de beneficiar família Bolsonaro leva Brasil e Paraguai a cancelarem contrato em Itaipu

Acordo provocou uma crise política que ameaça levar ao impeachment o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez

Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai - Foto: Divulgação/PR

Foi cancelado, nesta quinta-feira (1º), entre o Paraguai e o Brasil o acordo bilateral sobre a distribuição de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, firmado em maio, e que provocou uma crise política que ameaça levar ao impeachment o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez.

Segundo uma nota divulgada pelo governo paraguaio, a chamada Ata Bilateral vai “voltar às instâncias técnicas para novas negociações sobre a contratação da energia elétrica de Itaipu”.

O novo chanceler paraguaio, Antonio Rivas Palacios, afirmou que a decisão de cancelar o acordo foi comunicada ao embaixador brasileiro Carlos Simas Magalhães. Na ata, o governo paraguaio havia concordado em pagar mais pela energia da hidrelétrica binacional de Itaipu.

Empresa ligada à família Bolsonaro

Reportagem do jornal ABC, do Paraguay, nesta quarta-feira, revela que o advogado José Rodríguez González, que atua como assessor jurídico informal do vice-presidente, Hugo Velázquez, intermediou a exclusão de uma cláusula para beneficiar a empresa brasileira Léros Comercializadora, que seria ligada à família Bolsonaro, no acordo secreto de renegociação da Usina Hidrelétrica de Itaipu, assinado no dia 24 de maio pelos presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez.

Com informações da AFP através do Estadão


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