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16 de setembro de 2019, 17h47

Acordo entre Maduro e oposição instaura nova mesa de diálogo na Venezuela

"Nos rebelamos frente ao ódio, o desprezo e a ira", disse o deputado Timoteo Zambrano, do partido Cambiemos, um dos signatários do acordo; diálogo foi boicotado pelo partido de Juan Guaidó, que tentou derrubar Maduro através de um golpe

Foto: Divulgação/Presidência da Venezuela

Em um acordo com cinco partido de oposição, o PSUV, do presidente Nicolás Maduro, definiu a volta à Assembleia Nacional e a instauração de uma mesa de diálogos de agenda aberta entre o governo e a oposição. A medida busca aliviar as tensões no país, ameaçado de sofrer intervenção do mecanismo TIAR, da OEA. O Vontade Popular, de Juan Guaidó, e outros dois partidos de direita boicotaram as tratativas.

Os pontos principais do acordo, realizado entre o PSUV e os oposicionistas MAS (Movimento ao Socialismo), Avanzada Progressista, Soluciones para Venezuela e Cambiemos, são o retorno dos governistas para o Congresso (de maioria opositora), a instauração de um novo Conselho Nacional Eleitoral, a liberação de presos políticos, a instalação de uma mesa de diálogo permanente, a criação de um programa que troca com outros países petróleo por bens de primeira necessidade, a defesa da região do Esequibo como território venezuelano e a reivindicação pelo levantamento de todas as sanções econômicas.

“O fim não justifica os meios. O fim deve ser a Venezuela de todos, não de uma parte sobre a outra. Os partido de oposição e representantes do governo renunciamos posições para construir, unir e somar. Damos início a um processo constitutivo de uma mesa nacional pela Venezuela, suas instituições, sua democracia, a liberdade de todo e a paz como afã supremo. Nos rebelamos frente ao ódio, o desprezo e a ira”, disse Timoteo Zambrano, deputado do Cambiemos.

Juan Guaidó, líder do Vontade Popular e do grupo oposicionista Mesa de Unidade Nacional (MUD), disse não reconhecer o acordo e voltou a reafirmar que só lhe interessa a saída do presidente Nicolás Maduro. Os partidos que acordaram com o governo fazem parte da Concertación por El Cambio, uma frente formada por Henri Falcon, segundo colocado nas eleições presidenciais de 2018, que surgiu como um “racha” da MUD, que defendeu o boicote às eleições e promoveu as tentativas de golpe em fevereiro de 2019.

 


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