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05 de julho de 2019, 17h44

Adolescente sueca ativista do clima é chamada de “ameaça” por líder da OPEP e rebate: “o maior elogio que já recebi”

Segundo os coletivos de adolescentes europeus ativistas contra a crise climática, os comentários contra Greta Thunberg, ditos pelo secretário-geral do maior cartel petroleiro do mundo, são a prova de que a campanha contra os combustíveis fósseis está tendo os resultados esperados

A ativista sueca contra a crise climática, Greta Thunberg (Foto: Cherwell.org)

A jovem estudante sueca Greta Thunberg já não é só uma “ameaça”, como uma “ameaça maior” ao maior cartel petroleiro do mundo, e quem diz isso não é um ecologista fanático, e sim o próprio secretário-geral da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo), o nigeriano Mohammed Barkindo.

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Segundo Barkindo – que lidera um bloco composto por 14 países, responsáveis por 80% das reservas comprovadas de petróleo do planeta –, “a campanha de Thunberg está criando uma crescente mobilização em massa da opinião pública mundial contra os combustíveis fósseis”. Também afirmou que isso é “preocupante”, porque “começa a ditar políticas e decisões corporativas, incluindo investimentos na indústria”.

A resposta da ativista aos comentários do líder da OPEP foi direta e reta: “Este é o maior elogio que já recebi”. Segundo o diário britânico The Guardian, a ativista sueca também recebeu apoio dos coletivos britânicos de defesa do clima, como demonstra a declaração da também adolescente ativista do clima Holly Gillibrand: “Esta é a prova de que estamos tendo um impacto, e temos a certeza de que isso não vamos parar”.

Greta Thunberg era uma simples estudante sueca até o ano passado, quando sua preocupação pela crise climática a fez abandonar os estudos e iniciar um protesto solitário sobre o tema em frente à sede do parlamento em seu país. Seu gesto desencadeou uma série de manifestações de estudantes e até mesmo uma marcha mundial pelo clima, no final de 2018. Alguns analistas eleitorais inclusive atribuem ao movimento o grande resultado que os partidos verdes tiveram nas recentes eleições para o parlamento europeu, em maio passado, especialmente nos países nórdicos.

Em abril deste ano, a adolescente sueca foi convidada a participar da próxima Conferência do Clima – que acontecerá no Chile, em dezembro próximo –, mas afirmou que só aceitaria o convite se pudesse se deslocar à América do Sul em um meio de transporte que não utilize combustível fóssil.


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