quarta-feira, 30 set 2020
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Agência espacial russa estuda enviar missão a Vênus

Diretor da Roscosmos, Dmitri Rogozin, afirmou nesta terça que “os cientistas estão analisando a viabilidade de uma missão exclusivamente russa” ao planeta onde poderia haver organismos vivos, segundo descoberta recente

Não se sabe se o anúncio tem a ver com a recente descoberta da presença de um produto químico em Vênus que poderia indicar a presença de organismos vivos, mas o fato é que, nesta terça-feira (15), o diretor da agência espacial russa Roscosmos, Dmitri Rogozin, afirmou que seu país estuda a possibilidade de enviar uma missão a esse planeta.

“Os cientistas estão analisando a viabilidade de uma missão exclusivamente russa”, declarou Rogozin, em entrevista a meios de comunicação do seu país. Contudo, também disse que existe a possibilidade de “retomar o projeto Venera D”, uma antiga iniciativa que envolveria colaboração com a agência NASA, dos Estados Unidos.

Um dia antes do anúncio da Roscosmos, a revista Nature Astronomy publicou um estudo de pesquisadores britânicos, japoneses e estadunidenses, revelando a descoberta do composto químico fosfina, um tipo de gás que é encontrado na Terra apenas através da sua produção por micróbios de ambientes anaeróbicos (sem oxigênio).

Em um tuíte, o biólogo Átila Iamarino comentou a revelação. “Ou vamos descobrir uma forma não orgânica de fazer fosfina (mais provável) ou vamos encontrar organismos em Vênus (seria fantástico)”, considerou o cientista brasileiro.

O chefe do Programa Avançado de Ciências da Roscosmos, Alexander Bloshenko, comentou o estudo publicado recentemente, e admitiu que ele está influindo no projeto russo. “Nosso trabalho vinha sendo elaborado já há algum tempo, mas a presença de uma substância química que pode indicar a presença de vida torna o projeto mais interessante, embora, seja importante considerar que essa não é, ainda, uma evidência conclusiva da existência de vida no planeta”.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).