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17 de fevereiro de 2020, 10h56

Alberto Fernández descarta ir à posse no Uruguai e dá cano em Bolsonaro

Itamaraty negociava com a chancelaria argentina uma reunião bilateral, em Montevidéu, entre os presidentes dos maiores países da América do Sul, o que já não será possível.

Alberto Fernández e Jair Bolsonaro (foto: reprodução Twitter)

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou que não poderá estar em Montevidéu no próximo dia 1º de março, para a posse do novo presidente do Uruguai, o empresário neoliberal Luis Lacalle Pou.

A decisão pode parecer estranha, já que se trata de uma das menores distâncias entre capitais em todo o mundo – são pouco mais de 200 os quilômetros que separam Buenos Aires e Montevidéu.

Mas existe uma razão importante: nesse mesmo dia, o presidente argentino terá que participar da tradicional abertura do ano legislativo, em sessão especial do Congresso, na qual deverá pronunciar o discurso inaugural. O compromisso, aliás, está estabelecido na própria constituição argentina, e, portanto, é inadiável.

A ausência de Fernández na cerimônia de posso uruguaia também impede que ele tenha seu primeiro encontro com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O Itamaraty e a chancelaria argentina vinham negociando uma reunião bilateral entre os dois mandatários em Montevidéu, algo que já não será possível.

O curioso é que a Argentina poderia enviar, em lugar de Fernández, a atual vice-presidenta, Cristina Kirchner, que já foi muitas vezes ofendida por Bolsonaro, devido às suas gestões quando foi presidenta do país (entre 2007 e 2015).

No entanto, essa possibilidade é bem pequena, já que Kirchner também é presidenta do Senado, e é provável que o protocolo da abertura do Congresso também a obrigue a estar em Buenos Aires. Por isso, o representante argentino na cerimônia deverá ser o chanceler Felipe Solá, que já se reuniu com Bolsonaro em Brasília, semanas atrás.

A cerimônia de posse no Uruguai marcará o fim de 15 anos de governo da Frente Ampla de esquerda, que teve dois mandatos de Tabaré Vázquez (2005-2010, e 2015-2020) e um de Pepe Mujica (2010-2015).

Agora, a direita volta ao poder com Lacalle Pou, um empresário neoliberal, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995).


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