No rastro do óleo do Nordeste
08 de novembro de 2019, 11h55

Amigo comunista: Bolsonaro pediu ajuda à China, pois sabia que leilão do pré-sal seria fracasso

O objetivo era evitar a ausência de interessados estrangeiros no evento

Jair Bolsonaro, durante recepção ao Presidente da República Popular da China, Xi Jinping. Foto: Alan Santos / PR

O presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) pediu ao dirigente da China, Xi Jinping, que as petroleiras chinesas participassem do megaleilão do pré-sal desta semana. O objetivo era evitar a ausência de interessados estrangeiros no evento.

A conversa ocorreu durante visita oficial de Bolsonaro ao país, no fim de outubro. O governo já sabia que o modelo previsto para a venda dos quatro campos do pré-sal não atrairia concorrentes.

Um executivo da Petrobras foi à China, depois do aceno positivo de Xi, para fechar a parceria da estatal com as petroleiras CNOOC e CNODC, ambas controladas pelo governo chinês. As informações são de pessoas que acompanharam as conversas presidenciais.

Pelas regras, quem vencesse a disputa teria de desembolsar à vista uma quantia bilionária. Somente no campo de Búzios, o maior deles, o desembolso será de quase R$ 70 bilhões.

Cada uma entrou com participação de 5% no consórcio que arrematou Búzios.

No acordo com os chineses, segundo pessoas que acompanharam as negociações, a Petrobras receberia dos dois sócios dinheiro antecipado pela venda futura de óleo.

O arranjo garantiu dinheiro rápido para a Petrobras, que terá de retirar de seu caixa neste ano R$ 29 bilhões para pagar pelos direitos de exploração dos dois blocos (Búzios e Itapu). Em Itapu, a estatal fará a exploração sozinha.

Por meio de sua assessoria, a Petrobras disse que não pode comentar detalhes de um contrato privado. A assessoria de imprensa do Planalto não respondeu até a conclusão deste texto.

Com informações da Folha

 


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