quarta-feira, 23 set 2020
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Antes de condenar protestos em Minneapolis, Trump apoiou ação violenta de supremacistas brancos em Michigan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou na sexta-feira (29), seu repúdio aos protestos realizados pela comunidade negra de Minneapolis contra a morte de George Floyd, um cidadão negro que foi morto pela ação racista de um policial, que o asfixiou colocando o joelho sobre seu pescoço por mais de oito minutos, em plena rua.

“Esses bandidos estão desonrando a memória de George Floyd, e eu não deixarei isso acontecer. Acabei de falar com o governador Tim Walz (Partido Democrata) e lhe disse que o Exército está com ele o tempo todo. Qualquer dificuldade e assumiremos o controle, mas, quando o saque começar, o tiroteio começará. Obrigado!”, disse Trump, que teve a mensagem restringida pelo Twitter, ao ser considerada um estímulo à violência policial.

Porém, exatas quatro semanas, no dia 1º de maio, a reação de Trump diante de outro tipo de manifestante foi bem diferente. Isso porque, em meados de abril, diferentes grupos de direita, entre defensores de armas e supremacistas brancos, realizaram uma invasão armada a um edifício governamental no Estado de Michigan, apontando rifles para as cabeças das pessoas.

A razão do protesto dos brancos era pedir o fim do lockdown no Estado, medida com a qual Trump está de acordo, e assim como faz o seu colega brasileiro Jair Bolsonaro, o estadunidense defendeu seus apoiadores.

“A governadora de Michigan (Gretchen Whitmer, do Partido Democrata) deve ceder um pouco, e apagar o fogo. São pessoas muito boas, mas estão com raiva. Querem suas vidas de volta novamente, em segurança! Veja-as, converse com elas, faça um acordo”, afirmou o magnata, defendendo o diálogo com os manifestantes que foram presos naquele então.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).