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13 de julho de 2019, 12h03

Ao contrário do Brasil, EUA tem movimento de multimilionários que querem pagar mais impostos

Carta assinada por grupo composto por herdeira da Disney pede para novas políticas que cobrem mais impostos dos mais ricos

Foto: Reprodução

Enquanto no Brasil há ricos e super-ricos que falham em reconhecer seus privilégios, um movimento de multimilionários dos Estados Unidos querem pagar mais impostos para amenizar a desigualdade no país.

Em matéria da BBC, a estadunidense Liesel Pritzker Simmons aparece como o rosto do movimento. “É hora de nós que fomos abençoados com um sucesso ou uma sorte financeira incomum contribuirmos mais para o bem comum e para o futuro comum”, contou ela.

No final de junho, Simmons se uniu com outros 18 super-ricos dos EUA para publicar uma carta aberta aos candidatos à eleição presidencial que ocorre em 2020, a qual diz que “o próximo dólar de novas receitas de impostos devem vir dos mais afortunados financeiramente, e não dos americanos de renda média ou baixa.”

O grupo cita como a situação econômica dos EUA gerou uma crise para os jovens e mais pobres, e, apesar de afirmarem que não possuem as respostas para todos os problemas, acreditam que podem ajudar caso paguem mais impostos. A carta sugere que um imposto de dois centavos por dólar para fortunas de mais de US$ 50 milhões, o que geraria quase US$ 3 trilhões de receita ao longo de 10 anos, de acordo com o grupo.

Entre os multimilionários que querem pagar mais impostos, estão o co-fundador do Facebook, Chris Hughes, e a herdeira da Disney, Abigail Disney.

Um dos pontos principais que originou a carta é a aproximação da corrida presidencial de 2020. Com o documento, o grupo de multimilionários quer conscientizar os pré-candidatos a defenderem reformas tributárias: “Não sejam tímidos quanto a reformas tributárias por terem medo de que uma classe fique incomodada. Há um grupo de pessoas prósperas como nós que é totalmente a fazer e queríamos deixar isso muito claro.”

*Com informações da BBC


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